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minhas notas

Voltaire, escritor e filósofo francês dos séculos XVII e XVIII, publicou 1759 um pequeno romance picaresco, ou se quisermos, um conto, denominado Cândido. Com sarcasmo e ironia quanto baste, Voltaire empreende uma sátira às ideias políticas, filosóficas e religiosas daquele tempo. Uma questão que atravessa todo o romance é a velha questão do bem e do mal. Cândido era um jovem rapaz de «índole suave», «raciocínio justo» e de «espírito simples» (por isso se chamava Cândido), que foi criado num castelo de um barão da Vestefália. O seu mestre era o Senhor Pangloss, que obstinadamente transmitia ao jovem Cândido que tudo ia pelo melhor no melhor dos mundos possíveis. Há que ser otimista porque tudo está bem, tudo está bem ordenado para um bom fim, o melhor dos fins. Sucedeu que, num certo dia, o barão apanhou o jovem Cândido a curtir carinhosamente a sua filha Cunegundes, atrás de um biombo, para lá do que se devem atrever as almas inocentes. Com meia dúzia de pontapés no traseiro, foi expulso do castelo. Escorraçado do seu berço, o jovem Cândido lançou-se em peregrinação pelos caminhos do mundo, onde se vai confrontar com um sem número de desgraças pessoais e peripécias de toda a espécie, não demorando muito a perceber que, afinal, nem tudo ia pelo melhor e que o mal existia mesmo e era feito por pessoas humanas. O otimismo do professor Pangloss era uma ingenuidade e um grave deslocamento da realidade do mundo.

Todos os anos, por altura da quaresma, lembro-me deste pequeno livro de Voltaire. À imagem do jovem Cândido, no tempo quaresmal, somos convidados a fazer uma incursão, não pelo mundo, mas pela nossa própria vida, o deserto da nossa vida, em todas as suas redes e dimensões, para nos apercebermos da presença do mal e nos fortalecermos no combate a essa presença, que desfeia a nossa vida e a vida do mundo. É a dimensão «penitencial» da quaresma: reconhecimento do pecado e purificação desse mesmo pecado, através de um caminho de verdadeira conversão a Deus e ao seu amor. Mas será que temos consciência do mal e do pecado na nossa vida e estamos dispostos a expurgá-lo? Vivemos num tempo de grande confusão, por força da «ditadura do relativismo», e promove-se a despreocupação moral. O que é bem? O que é mal? Se formos fiéis à nossa consciência, ainda sabemos diferenciá-los bem, mas há, atualmente, uma forte tentação em fazermos um bem e um mal à nossa maneira, e a afirmação «eu é que sei e ninguém tem nada a ver com isso» está logo na ponta da língua. A não ser dentro das igrejas, não se fala de pecado na sociedade atual. Convencionou-se que falar de pecado é ser medievalista e anacrónico. Faz-me lembrar o professor Pangloss do jovem Cândido, vivemos no melhor dos mundos. Se eu for por este Portugal abaixo, não encontro uma pessoa que me diga que é má pessoa. Mas se lhe pedir para falar dos outros, não faltam ladrões, invejosos, bandidos, impostores e malfeitores. Ninguém tem culpa de nada e, se existem culpados, são sempre os outros. Ninguém assume que faz mal a uma mosca, mas anda tudo escandalizado e angustiado porque «isto está cada vez pior». Quem lê os jornais e vê os programas televisivos da manhã, que o diga. Depois, socialmente, há todo um discurso de desresponsabilização e de adormecimento da consciência: tudo acontece porque foram as circunstâncias que o proporcionaram. As pessoas são boas. Estão é na hora errada, no lugar errado. As pessoas são santas. O mundo à sua volta é que as corrompe e deforma. Se não fossem as circunstâncias e as influências, ninguém fazia coisas erradas. Será mesmo assim? Todos sabemos que não é bem assim. É preciso despertar e quebrar a crosta da nossa consciência, que não nos deixa chegar à verdade de nós mesmos e à verdade da nossa vida e de enfrentá-la sem rodeios. Cada um de nós, neste deserto quaresmal, é chamado a encontra-se com a verdade da sua vida, sem medo de a questionar e de se questionar a si mesmo, diante da verdade do ser homem, que Deus nos dá a conhecer em Jesus Cristo. Não seremos más pessoas (quem assim pense), mas temos de ser muito melhores do aquilo que somos, há uma perfeição humana que temos de alcançar, em sintonia com o bem e o amor por excelência, Deus. Um primeiro passo decisivo é enfrentarmos, com seriedade e humildade, o mal que está presente na nossa vida, mal esse que se ramifica em atitudes, comportamentos, valores, omissões, desculpas, sentimentos. E que cada um só olhe para si. Num deserto não há mais ninguém, só nós. É para si e só para si que cada um deve olhar, deixando cair todas as máscaras, todos os subterfúgios, todos os condicionalismos. Os outros vêm depois. O mal existe e são pessoas que o fazem, mas que não deviam fazê-lo. Há que crescer e melhorar. O mundo que temos, ou por aquilo que somos e fazemos ou por aquilo que deixamos de fazer e não somos, é obra de nós todos, nas suas devidas proporções.

O Papa Bento XVI, na sua mensagem para a quaresma deste ano, propõe aos cristãos o aprofundamento da fé e da caridade, na senda deste ano da fé que a Igreja está a celebrar. Uma vida cristã saudável e fecunda assenta numa verdadeira harmonia entre fé e caridade, já que uma não pode existir sem a outra e obrigatoriamente uma apela à outra (a inteligência pede um coração que viva e sinta e o coração pede uma inteligência que esclareça e oriente). Deus é amor. Quem responde e acredita neste amor, torna-se a si mesmo agente e comunicador deste amor aos outros. Se houver um desequilíbrio entre elas, não há uma reta vida cristã, desequilíbrio que se constata muito por aí nas palavras e na ação de muitos cristãos. Diz o Papa: «Nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialéctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista». Há cristãos que sublinham o «acreditar», o dizer sim à existência de Deus e a conjunto de verdades daí decorrentes. O agir e operar logo se vê. Num primeiro momento, está bem. Mas não podemos ficar por aí. Acreditar em Deus significa penetrar e aderir a um mistério de amor vivo e sublime, que está na origem de todas as coisas. Esse mistério entra na nossa vida, pela nossa fé, transformando-nos e renovando-nos como pessoas humanas, fazendo-nos sentir obrigatoriamente a necessidade de o viver e levar aos outros. É como a árvore que, depois de ser invadida pela força da seiva, não pode deixar de dar frutos. Fé que não leve à caridade não é verdadeira fé. Há cristãos que sublinham a ação, o operar, salientado que o importante é o que se faz e não o que se pensa ou se diz. Somos muito tentados a ir por aqui. Não é por acaso que se diz «o que nos leva ao céu são as boas obras». Mas há um erro de base nesta conceção: quem nos garante que somos bons e que aquilo que fazemos está bem feito? Estaremos sempre dispostos a amar e a fazer o bem? Só ama quem aprende e permanece no amor. E Deus é o Amor. Se faço o bem e o faço bem feito é porque Deus me capacita para isso e me sustenta com a sua graça amorosa. Se assim não fosse, as minhas boas obras não passariam de jorros da minha intermitente boa vontade. Uma caridade prolífera tem de ter na sua retaguarda uma fé viva, dinâmica e sólida. 

Valerá a pena propor a quaresma ao mundo de hoje? A quaresma é uma graça, um dom cheio de dons para que a vida seja mais vida. Para muitos cristãos, em cuja vida Deus está muito ausente, a quaresma, erradamente, evoca um tempo de tristeza, de sacrifícios sem grande sentido, práticas fúnebres e sombrias, incómodos dispensáveis, precisamente numa sociedade que se sacrifica pelas dietas e outras coisas mais. Vivemos numa sociedade que sacralizou dois valores: o prazer e o divertimento sem limites. Propor alguma disciplina e emancipação deles é quase ser considerado um herege ou um desmiolado contemporâneo. Felicidade rima com euforia, corações excitados e acelerados, experiências atrás de experiências, sensações atrás de sensações, ruído, volúpia e fruição de toda a espécie. Tem lá algum sentido escolher o oposto disto? Quem procura ser mesmo cristão e viver a sério como cristão, aceita a quaresma e sente a sua necessidade. Composta de oração, escuta da Palavra de Deus, conversão e penitência, jejum e abstinência, partilha e caridade, é libertação, é maturação, é renovação, é um recomeçar de novo, é progredir, é refletir e rever para ser mais, é um ir beber de novo à fonte para continuar a caminhar, é morrer para o que tem de se morrer para se cantar com toda a força a vitória do amor e da vida no dia de Páscoa. Boa quaresma.

Depois do forrobodó e da saudável mofa e sátira da vida e da sociedade, que o carnaval nos oferece, a Igreja convoca-nos para a Quaresma. Exorcizado mais um ano, com as suas penas e agruras e com os seus excessos e pantominas, Deus convida-nos a ir ao deserto, para recentrarmos a vida no essencial e refazermos a nossa vida cristã. O que há num deserto? Nada. Só nós. Os gregos tinham duas palavras para designar o tempo: chrónos (o tempo quantitativo, no qual o homem não pode intervir) e Kairós (o tempo qualitativo, oportunidade para fazer algo de novo e no qual o homem pode intervir). A Quaresma é um kairós que Deus nos oferece, um tempo urgente de salvação e para a salvação, que não devemos desperdiçar para renovarmos o coração e a vida. A Quaresma é o tempo para pesarmos a vida e medirmos a sua largura e a sua profundidade, segundo os valores e os critérios de Deus. É o tempo para mergulharmos no mar da nossa interioridade, encarando, sem fugas, a verdade e o âmago da nossa vida. É o tempo para renovarmos a vida em Cristo e a vida em Igreja, revigorando o nosso baptismo. É o tempo para expulsarmos toda e qualquer mancha do pecado, que esteja presente na nossa realidade humana e social. É o tempo decisivo e oportuno para revitalizarmos a nossa relação com Deus, em Jesus Cristo, para celebrarmos a Páscoa com renovada alegria e como verdadeiros discípulos de Cristo. É o tempo santo que Deus nos oferece para nos sujeitarmos a uma terapia espiritual libertadora e crescermos em qualidade, como filhos de Deus, em direcção à santidade. Para se atingir esta meta, a Igreja propõe-nos intensificar a oração, a leitura e meditação da Palavra de Deus, a conversão e a penitência, o jejum, a abstinência e a partilha.

Terá sentido propor a quaresma aos homens de hoje, que se sentem esmagados pelo poder financeiro e económico opressor, que outra coisa não faz que pedir sacrifícios e mais sacrifícios e empobrecer as pessoas e as suas vidas? Numa sociedade secularizada, que se afastou de Deus e que promove a toda a hora o seu eclipse, que vê a fé como resquício de épocas obscurantistas, terá sentido propor um tempo de aproximação a Deus e ao mistério do seu amor? Como pedir expiação e penitência pelos pecados a uma sociedade que perdeu a noção de pecado e que dissipou as fronteiras entre bem e mal?Não estará a quaresma reservada a uma elite, hierarquia da Igreja e meia dúzia de cristãos piedosos? Pelo que se vai vendo e ouvindo e perscrutando na mentalidade dominante, a quaresma é um «corpo estranho», até para muitos cristãos. Hoje em dia não se entende o sentido e o valor do sacrifício e da renúncia, a não ser para se obter uma silhueta mais elegante. Se se pode ter prazer a toda a hora, para quê fugir dele? Além do mais, actualmente privilegia-se uma vida cómoda, feita ao sabor de cada um. Sair de si e da sua rotina é visto como um exercício inútil e sem sentido. Seja como for, e inquietações à parte, a quaresma aí está e todo o cristão está convidado a tomar a sua cruz e a seguir Jesus Cristo.

Ela não é um peso ou um fardo absurdo ou até um exercício de masoquismo, como muitos poderão pensar. Infelizmente, é assim que muitos cristãos a testemunham. Ela é caminho para a verdadeira alegria e para a verdadeira liberdade. Ela é libertação e purificação de tudo aquilo que está a mais na vida e que distorce e corrompe o pensar, o olhar e o sentir do homem. Ela é cura da podridão e das cicatrizes do mal que persistem no interior do homem e na vida do mundo. Ela é redenção e vida nova em Deus, de quem somos e para o qual fomos criados. O Papa Bento XVI, na sua mensagem, servindo-se de uma citação da Carta aos Hebreus - «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» - recomenda-nos três comportamentos: prestar atenção ao irmão que temos a nosso lado, sabendo que somos responsáveis pelo seu destino. É necessário combater a atitude actual de não se querer intervir na vida do outro por «respeito à sua esfera privada». É a fórmula que nós criámos para fugirmos ao dever de amar e cuidar do outro e para vivermos na indiferença em relação ao seu bem, vivendo no nosso egoísmo e individualismo. Além do mais, devemos recorrer à correcção fraterna para mutuamente crescermos como pessoas, sem tiques de censura ou condenação. Depois, o Papa recomenda-nos a valorização da reciprocidade, lembrando-nos que as nossas acções têm repercussão na vida dos outros, com quem vivemos em comunhão. Cada um deve esforçar-se por realizar aquilo que contribui para a mútua edificação e maior humanização de si e dos outros. Por fim, recomenda-nos a frutificação dos talentos e capacidades individuais em prol da salvação pessoal e da vida da Igreja. Temos só quarenta dias para o fazer. Não percamos tempo. Boa Quaresma. 

 

Estamos no tempo da Quaresma, um tempo de graça e salvação que nos vai levar até á Páscoa, a grande festa cristã. Diante dos últimos acontecimentos e factos, uma quaresma bem vivida poder-nos-ia ajudar a ultrapassar muitos problemas, tanto a nível individual, como comunitário. Ora vejamos.

A quaresma é tempo de oração. Ao ponto a que está a chegar a nossa dívida pública e o nosso endividamento, sendo que uma grande parte do nosso PIB será para a sua futura liquidação, não resta ao governo senão começar a clamar uma intervenção divina, porque já não há orçamento que arrume a casa e, pelos vistos, ninguém está disposto a baixar o seu nível de vida e a mudar os seus hábitos. Durante anos e anos, o país andou a viver acima das suas possibilidades, com dinheiro emprestado. Agora começam a chegar as facturas. Como é que a as vamos pagar, com tão baixo crescimento económico e tanto comodismo dos cidadãos? Vamos rezando, talvez o milagre aconteça…Com menos apego aos bens materiais e ao consumismo daríamos um bom contributo.

A quaresma é tempo de penitência. Sei que num mundo de «boas pessoas», em que parece que ninguém tem nada a ver com o mal que vai acontecendo, propor a penitência pode parecer algo descabido e até a roçar a arrogância. Mas olhem que não. Penso que já era tempo de alguns juízes se penitenciarem das suas sentenças, de alguns funcionários da justiça se penitenciarem dos atropelos injustificáveis ao segredo de justiça, de muitos jornais e televisões pedirem perdão por quererem aumentar as suas audiências e tiragens pactuando com violações ao segredo de justiça, assobiando para o lado quando vêem pessoas a ser julgadas e enxovalhadas na praça pública, de muitos políticos e seus acólitos pedirem ao menos desculpa por terem faltado à verdade, quando enfrentaram os cidadãos olhos nos olhos. Um pouquinho de penitência não faz mal a ninguém.

A quaresma é tempo de jejum. Alguns jornalistas bem podiam fazer algum jejum de palavras, pois cada vez que falam ou escrevem parece que é só para alimentarem polémicas e ajustes de contas. De controvérsia e polémica está farto o país sério e trabalhador. Como as escutas o revelaram, algum jejum de palavras também poderiam fazer alguns membros do governo e gestores de empresas públicas, com requintes de maledicência e rudez que nada lhes ficam bem. Muitos chicos-espertos, que por aí andam, também faziam bem em fazer algum jejum das suas maquinações e habilidades para atingirem cargos para os quais não são competentes, não se valendo apenas de serem amigos deste ou daquele, e quem diz atingir cargos, diz obter préstimos e serviços pouco claros e por meios pouco claros. Jejum de palavras também poderiam fazer alguns deputados, já que,  para eles, estar na política é passar o tempo em ataques pessoais, guerrilhas e intrigas partidárias, que deixam os cidadãos cada vez mais desiludidos com a política.

A quaresma é tempo de partilha. O desnível de salários, em Portugal, é escandaloso. Por muito competentes que os gestores possam ser, nada justifica os salários principescos que auferem, que fazem bradar aos céus. E o mais intrigante é não se vê ninguém com coragem e com sentido de justiça, que esteja disposto a alterar a situação. Ó senhores gestores, que tal pensar um bocadinho mais nos outros? E quem diz os gestores, diz os directores, subdirectores, e por aí fora, das empresas públicas e outras instituições do Estado. Não é porque atingem lucros para além das expectativas que merecem um tratamento de excepção, ainda por cima pago com o dinheiro dos contribuintes.

A quaresma é tempo de renúncia. Em Portugal, telefona-se demais. E quando se telefona não é pelas melhores razões. O muito dinheiro que é gasto a congeminar estratégias para amansar empresas ou grupos económicos, ou a construir impérios, poderia ser aplicado no bem de todos e não apenas de alguns.

Digam lá que, se se levasse a sério a Quaresma, não teríamos um país diferente?

Ironias e reparos à parte, espero que todos os cristãos estejam a viver a sério a quaresma. É o tempo favorável para renovar a vida cristã, rebuscando a frescura do baptismo e combatendo o mal, sob todas as suas formas, presente na vida. Somos levados por Deus ao deserto para reorientar a vida e recuperar o essencial: a nossa identidade de filhos de Deus, que devemos procurar aprofundar. A quaresma é, sobretudo, um tempo para redescobrir Deus e o próximo, que é nosso irmão. «Só a Deus adorarás», disse-nos Jesus no primeiro Domingo quaresmal. Mas para o adorar temos de o descobrir e senti-lo próximo da vida. Para muitos cristãos, Deus é uma ideia ou um conceito, para outros é um conjunto de permissões e proibições, pouco amigo da alegria de viver. É preciso redescobrir-mos o Deus que dá sentido à vida e que é a fonte dessa mesma vida. O deus que torna a vida uma festa e um banquete de vida sem fim, ajudando-nos a combater o mal e o pecado e a enfrentar a morte. Muitos cristãos celebraram os sacramentos da iniciação cristã, mas não descobriram o rosto de Deus. É preciso estabelecer uma relação mais sólida e profunda com Deus e com a Igreja.

Continuação de boa quaresma para todos.

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