Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

minhas notas

minhas notas

Não à Eutanásia


31.01.19

Estão prestes a ser votados no Parlamento projetos de lei apresentados pelos partidos de esquerda, para a legalização e regulamentação da eutanásia em Portugal. É um atrevimento antidemocrático dos partidos que compõem e sustentam a atual governação, porque a eutanásia não fazia parte dos programas que sujeitaram ao escrutínio eleitoral. A democracia é feita de compromissos e programas aprovados e dispensa táticas e oportunismos partidários, que os eleitores não aprovaram. E se a Constituição serviu e serve para fazer muito alarido quando é conveniente, não compreendo como é que agora está a ser gravemente desautorizada, onde se afirma inquestionavelmente que a vida humana é inviolável. Por outro lado, não me parece que o debate público sobre o tema já tenha sido suficientemente alargado e profundo para se legislar sobre uma matéria tão séria e fraturante e que já exista uma maturidade humana, médica e social para se fazer uma opção livre, ponderada e responsável diante da eutanásia.

Os países que foram pioneiros a aprovar a eutanásia, como a Holanda e a Bélgica, aconselham-nos a não aprovar uma lei que se tornou uma caixa de pandora. Se num primeiro momento parecia equilibrada e bem definida para situções excecionais, num segundo momento descambou e começou a ter várias interpretações, alargando-se as razões para a sua prática, com muitos abusos, alguns escandalosos, de forma que a substância da lei e a sua execução estão numa grande confusão.

Um bom número de médicos já manifestou que repudia a lei. Um médico forma-se e compromete-se em cuidar o melhor possível a saúde de um doente e não em pôr fim à vida do doente, desempenhando o perverso papel de algoz de uma vida humana, por muito que seja autorizado por uma sociedade. É um ato que não pode deixar de ter repercussões na consciência. E têm razão aqueles que afirmam que, com esta prática, pode-se quebrar o elo de confiança entre o doente e o médico.

Não se pode deixar de ser sensível ao argumento do sofrimento. Em certas fases da vida, atinge níveis atrozes e lancinantes. Mas, como afirma a Igreja, não tem sentido eliminar a vida  de uma pessoa para se eliminar o sofrimento. Os cuidados paliativos, que já estão bem desenvolvidos, são a solução, porque preservam a vida e combatem o sofrimento.  

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D