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minhas notas

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Democracia Plena


31.01.19

Teremos já um ambiente democrático saudável para que cada cidadão possa expressar o seu pensamento e fazer a sua escolha partidária, de forma livre, sem que isso lhe traga dissabores ou prejuízos para a sua vida pessoal ou para a sua família?

Cada cidadão deve ter a liberdade de viver de acordo com as suas convicções, decisões e opções, no respeito pelos outros e pela lei, e de expressar o seu pensamento, sem qualquer prejuízo para o seu bem e a sua dignidade.

Todos temos de lutar para que a nossa democracia não seja só teórica, formal, um produto primoroso de intelectualidade, mas seja real e efetiva, não seja só meia democracia, mas seja plena e inteira. Não faltam todos os dias exemplos de graves atropelos à democracia e à liberdade e ainda vamos encontrando muitas pessoas ou poderes obscuros que não se coíbem de manipular e condicionar a liberdade dos outros, o que é inaceitável e deve ser denunciado em democracia. 

Estamos em ano de eleições autárquicas e já me começo a aperceber das divisões predominantes, silêncios estranhos das pessoas, medos, conluios habilidosos, mal-estar, tensão, manipulações, covardia, afastamento. Quando a democracia é a festa do debate livre, aberto e sincero de ideias e soluções, no respeito por todos, afinal, ainda promove o medo e reduz muitas pessoas ao silêncio. Ainda persistem ações intimidatórias de muitos que acham que têm o direito de mandar nos outros e de muito bem os instrumentalizar ao serviço dos seus interesses e fins. Uma democracia destas é uma farsa.

Temos de saber discutir ideias, propostas e ações com toda a normalidade e respeito por todos, sem se querer impor nada a ninguém e sem qualquer retaliação para a vida das pessoas ou das famílias, e é inadmissível que ainda se procure condicionar o voto dos outros ou comprá-lo com benesses ou prestimosos serviços ou até profetizando desgraças e represálias pela não submissão. Quem pratica estas ações deve ser denunciado e quem as sofre não tenha medo de as denunciar.

Tem de se salvaguardar que as pessoas, quando votam, são mesmo livres e fiéis à sua consciência, que é o que de mais sagrado há no ser humano, e não condicionadas por ameaças ou temores. Se assim não for, deixemo-nos de cerimónias espampanantes e de belos discursos no dia 25 de Abril.

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