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minhas notas

Nota de abertura da Renascença

14.05.09 | minhasnotas

Na sua viagem à Terra Santa, o Papa disse claramente, mais uma vez, o que o mundo cala. Como mais nenhum líder político ou religioso, denunciou a vergonha em que se transformou o conflito Israelo-Palestiniano. A vantagem de não ser ambíguo é precisamente esta:

Não deixar que a diplomacia se transforme em hipocrisia. Defender a justiça, a paz e a verdade esteja de que lado estiver do muro. O tal muro, que perante o silêncio do mundo inteiro, Israel construiu à volta dos territórios palestinianos. Nas últimas horas, Bento XVI defendeu a legitimidade de um estado palestiniano, lamentou as vidas perdidas nos recentes ataques a Gaza e denunciou a situação desumana em que vivem milhares de pessoas - refugiadas, escondidas e ameaçadas. Mas foi também ao mesmo povo palestiniano que o Papa não fez cerimónia em pedir que resista à tentação do terrorismo e do ódio, propondo-lhe que não perca a esperança no futuro. Tal como já fizera em Angola e nos Camarões, Bento XVI mostrou que a sua prioridade, como chefe da Igreja Católica, não é a de ser bem aceite no mundo politicamente correcto.

Para o Papa, a dignidade do homem, feito à imagem e semelhança de Deus, é o único valor a defender.

 

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