Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

minhas notas

29.04.09

Os novos humoristas, que apareceram no panorama televisivo português, têm sido uma lufada de ar fresco no humor em Portugal. Toda a gente lhes reconhece valor e tem por eles alguma admiração. Segundo dizem os críticos, fazem um humor mais inteligente. Já estávamos um pouco saturados do velho humor, que batia sempre na mesma tecla e exibia falta de criatividade e incapacidade para se rejuvenescer. Os humoristas fazem falta. O humor ajuda-nos a caldear a realidade e a vivência da vida. Não me esquece uma frase simples de Morris West no seu livro “O Advogado do Diabo”: “O humor é a medida das coisas”. De facto, o humor serve para tomarmos consciência dos nossos exageros, manias, defeitos, ingenuidades e incoerências. Auxilia-nos a dar e a encontrar o justo valor das coisas e até de nós próprios, já que facilmente somos levados a trepar pedestais de armação. Pelos visto, há algo que une a maioria dos novos humoristas: são ateus confessos ou agnósticos. Isto talvez explique alguns dos exageros que têm feito ultimamente, mormente no que se refere à religião. As peças humorísticas, que me foram dadas a ouvir e a ler durante o fim-de-semana de Páscoa, foram de muito mau gosto e de algum desrespeito pelos crentes. Um afirmou que “a única coisa que a Sexta-feira Santa lhe recordava era que um tio tinha morrido naquele dia”. Toda a gente sabe o que significa a Sexta-feira Santa. E como esta foram-se ouvindo outras. Nenhum tema ou assunto está vedado ao humor, é verdade. A religião também não. Mas quando se trata de ridicularizar e achincalhar o sentimento religioso dos crentes, está-se a passar os limites. Sou livre de não crer e, pelo facto de não crer, não me dá o direito de espezinhar as convicções e sentimentos dos crentes. O humor, como tudo na vida, tem os seus limites.           

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub