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minhas notas

30.04.09

O 25 de Abril acabou com um período negro do país, em que perdurava uma ditadura anacrónica e mesquinha, que trucidava qualquer forma de liberdade, de expressão e de pensamento, que não promovia o desenvolvimento do país e o construía num conceito de portugalidade obsoleto. Mas o que veio a seguir está muito longe de ser o país que os “guerreiros” da revolução pretendiam. Há dois aspectos que é urgente repensar: o desrespeito pela autoridade legitimamente instituída e o excesso de liberdade, ou melhor dizendo, a libertinagem. Antes do 25 de Abril reinava um autoritarismo cego e esmagador que outra coisa não queria que uma obediência cega e não permitia qualquer hesitação. Qualquer ousadia tinha consequências violentas. A autoridade abusava do seu poder e não dava margem de manobra a qualquer discordância. Isto fez com que o cidadão comum visse na autoridade um inimigo a abater a todo o momento e inclusive a ganhar ódio a qualquer forma de autoridade. Deu-se o 25 de Abril e não se perdeu tempo a gritar: abaixo toda e qualquer forma de autoridade, abaixo toda e qualquer forma de imposição que vá contra o que nós pensamos e desejamos. Falta em Portugal uma relação saudável com a autoridade sob todas as suas formas, que existe para estabelecer a ordem e a sã convivência entre os cidadãos. Já me mete impressão as pessoas que se indignam por tudo e por nada, que barafustam contra tudo e contra todos, nomeadamente o Estado, como se o mal estivesse sempre nos outros e não neles, que porque lhes dizem não se acham no direito de diabolizar tudo o que se vai fazendo, que se eriçam diante da mínima ordem ou obrigação que lhes é indicada e são quase sempre os primeiros a baterem em retirada quanto à mudança do estado das coisas, como se os outros ou o dito estado lhes tivesse que dar o mundo que eles desejam a seu bel-prazer.

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