Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

No livro ‘A República’ de Platão, encontramos uma lenda que nos pode ajudar a reflectir sobre os tempos em que estamos a viver. Glauco, em conversa com o filósofo Sócrates, conta o seguinte: Giges era um pastor ao serviço do rei que reinava na Lídia. Em consequência de uma grande tempestade e de um terramoto, o solo tinha-se fendido e uma medonha abertura tinha-se formado no lugar onde ele apascentava o seu rebanho. Admirado com o que via, desceu pela abertura, e conta-se que, entre outras maravilhas, viu um cavalo de bronze, oco, com portinholas e, tendo passado a cabeça através de uma delas, viu um homem que estava morto, segundo toda a aparência, e cuja estatura ultrapassava a estatura humana. Esse morto estava nu; tinha somente um anel de ouro na mão. Giges pegou nele e saiu. Ora, tendo-se reunido os pastores como de costume para fazer ao rei o seu relatório mensal sobre o estado dos rebanhos, Giges veio à assembleia, trazendo no dedo o seu anel. Tendo tomado o lugar entre os pastores, girou, por acaso, o anel de tal modo que a pedra ficou do lado de dentro da sua mão e, imediatamente, tornou-se invisível para os seus vizinhos, e falava-se dele como se tivesse partido, o que o encheu de espanto. Girando de novo o seu anel, virou a pedra para fora e imediatamente tornou a ficar visível. Atónito com o efeito, repetiu a experiência para ver se o anel realmente tinha esse poder, e constatou que, virando a pedra para dentro, tornava-se invisível; para fora, visível. Tendo essa certeza, fez-se incluir entre os pastores que seriam enviados até ao rei como representantes. Foi ao palácio, sequestrou a rainha e atacou e matou o rei; em seguida, apoderou-se do trono. Moral da lenda: o pastor Giges, que era um homem bom e que fazia tudo correctamente, assim que se viu livre do olhar dos outros, tornou-se um homem mau e passou a fazer tudo ao contrário dos padrões éticos que antes o norteavam.

Lembrei-me desta lenda quando lia a entrevista que Bernard Madoff deu a um semanário português (Expresso, de 26 de Março). Ao longo de varias páginas, Madoff conta como organizou a maior fraude financeira de todos os tempos. Durante a década 90 e parte da primeira de 2011, foi um homem invisível que montou um esquema financeiro piramidal, enganando tudo e todos, inclusive a família e amigos íntimos. De um dia para o outro, começou a ganhar dinheiro com uma facilidade impensável. Não tinha necessidade do dinheiro, porque estava bem na vida, mas o esquema era tão sedutor que não conseguiu pôr-lhe um travão. Sentia-se omnipotente e intocável. Era endeusado pelos clientes do esquema e mesmo nos ambientes financeiros tinha uma reputação invejável. Gozava da fama de ter uma intuição e uma argúcia excepcionais para os mercados. De vez em quando, sentia o aguilhão da consciência a perturbá-lo, mas a admiração e o dinheiro era tanto, que procurava sustê-lo com toda a força. Como não podia deixar de ser, o esquema fraudulento foi descoberto. Hoje cumpre 150 anos de prisão. Destruiu o bem-estar da família, perdeu um filho, que se suicidou, e o outro filho carrega todos os dias os laivos de ser um Madoff. Destruiu a vida de muitas pessoas, sobretudo das que chegaram mais tarde ao esquema, apesar de reconhecer que deu muito dinheiro a ganhar a muita gente usurária e gananciosa, que, hoje em dia, ainda está nos mercados.

Agora, no silêncio da prisão, Madoff pergunta-se a si mesmo: “Como pude fazer Isto? Eu estava a ganhar muito dinheiro, mas não precisava do dinheiro. Terei mau fundo?” Hoje é um homem triste e amargurado, arrastado num turbilhão de remorsos e inquietações. Vergado sob o peso da culpa, busca não sabe onde uma redenção. Todos os dias rebusca e passa as cenas de uma vida fracassada, que podia ter tido outro rumo. Na solidão da prisão, Madoff sente que agiu de forma errada e fez um mau uso da sua liberdade. Agiu em nome do seu interesse próprio, sem respeitar o interesse e o bem dos outros. Devia ter sido outro homem, mais responsável e íntegro, usando correctamente a sua liberdade.

O caso de Madoff é paradigmático da sociedade em que vivemos. Hoje em dia, verificamos que as pessoas agem muito em função do seu interesse próprio. Desde as décadas de 60, instalou-se a ideia de que ser livre é deixar espaço para cada um mandar na sua vida, fazendo o que quer e o que muito bem lhe apetece. Mas isto não é liberdade. É libertinagem. Ser verdadeiramente livre é agir com ética (modo de ser próprio do ser humano, carácter), buscando o que é correcto que se faça, estabelecendo uma harmoniosa interacção com a liberdade dos outros. Ser verdadeiramente livre é agir com responsabilidade, fazendo sempre o que se deve fazer e que está certo que se faça e não o que apetece fazer, e fazê-lo a partir de dentro de si mesmo e não porque a sociedade o obriga a fazer ou os outros estão a ver. Como seres humanos que somos, devemos adoptar uma liberdade verdadeiramente humana. E uma liberdade verdadeiramente humana é uma liberdade que escolhe sempre o bem e respeita o outro. A nossa sociedade actual, quando ouve falar em ética ou, num campo mais restrito, de moral, julga logo que se está a impor um sistema de regras que proíbe as pessoas de fazer coisas que gostariam de fazer. Mas não é assim. A moral é para dar à liberdade o rumo certo e ensinar a viver humanamente livre. Todo o ser humano deve agir com ética e moralidade. Se assim não o faz não é humano. Só quando o ser humano dá uma direcção ética e moral à sua vida é que está no caminho certo da sua realização e da sua felicidade.

Na Escritura, encontramos alguns ensinamentos para o bom uso da nossa liberdade, onde todo o homem se pode inspirar: «não faças aos outros o que não queres que te façam a ti». Jesus Cristo foi mais longe, dando àquela dito moral um conteúdo mais dinâmico e afirmativo: «o que quereis que os homens vos façam, fazei-lho vós também». Se cada um de nós se lembrar, ao menos em cada manhã, destes dois preceitos morais, evitará fazer muitas asneiras na sua vida e evitará os trilhos de uma vida falhada e estupidamente vivida. Que a celebração da Páscoa nos ajude a encontrar o caminho da verdadeira liberdade, porque foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Uma boa Páscoa para todos. 


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Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

1º - A primeira de todas as dívidas soberanas, e certamente a mais fundamental, é aquela que cada um de nós mantém para com a Vida. Essa dívida nunca a pagaremos, nem ela pretende ser cobrada. Reconhecer isso em todos os momentos, sobretudo naqueles mais exigentes e confusos, é o primeiro dos mandamentos.

2º - Se a maior de todas as dívidas soberanas é para com um dom sem preço como a vida, cada pessoa nasce (e cresce, e ama, luta, sonha e morre) hipotecada ao infinito e criativo da gratidão. A dívida soberana que a vida é jamais se transforma em ameaça. Ela é, sim, ponto de partida para a descoberta de que viemos do dom e só seremos felizes caminhando para ele. É o segundo mandamento.

3º - O terceiro mandamento lembra-nos aquilo que cada um sabe já, no fundo da sua alma. Isto de que não somos apenas o recetáculo estático da Vida, mas cúmplices, veículos e protagonistas da sua transmissão.

4º - O quarto mandamento compromete-nos na construção. Aquilo que une a diversidade das profissões e as amplas modalidades do viver só pode ser o seguinte: sentimo-nos honrados por poder servir a Vida. Que cada um a sirva, então, investindo aí toda a lealdade, toda a capacidade de entrega, toda a energia da sua criatividade.

5º - A imagem mais poderosa da Vida é uma roda fraterna, e é nela que todos estamos, dadas as nossas mãos. A inclusão representa, por isso, não apenas um valor, mas a condição necessária. O quinto mandamento desafia-nos à consciência e à prática permanente da inclusão.

6º - As mãos parecem quase florescer quando se abrem. Os braços como que se alongam quando partem para um abraço. O pão multiplica-se quando aceita ser repartido. A gramática da Vida é a condivisão. Esse é o mandamento sexto.

7º - O sétimo mandamento resume todos os outros, pois lembra-nos o dever (ou melhor, o poder) da esperança. A esperança reanima e revitaliza. A esperança vence o descrédito que se abate sobre o Homem. A esperança insufla de Espírito o presente da história. Só a esperança, e uma Esperança Maior, faz justiça à Vida.

José Tolentino Mendonça


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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Face à paralisia e ao coma em que está a Igreja católica alemã, após a mediatização dos abusos sexuais de crianças e jovens praticados por sacerdotes e religiosos, duzentos e quarenta professores e professoras de teologia (ramo do saber que tem por objecto o estudo de Deus e da religião), sentindo que não podiam continuar indiferentes, publicaram um memorando, ou se quisermos um manifesto, num jornal alemão, apontando alguns campos onde a Igreja católica tem de empreender algumas reformas profundas. O manifesto tem como título ‘Igreja 2011: um ressurgimento necessário’. A descoberta de abusos sexuais no seio da Igreja deixou patente, na opinião deles, que é preciso uma mudança, um novo começo, uma viragem nas estruturas, na organização e na disciplina e na doutrina da Igreja, como, aliás, vários bispos têm também reclamado em entrevistas e pregações. Está na hora de a Igreja se renovar, sob pena de perder muitos fiéis, como aconteceu na Alemanha no último ano, e sob pena de a Igreja perder capacidade de dialogar com a sociedade do seu tempo, a quem é enviada. A Igreja é feita por homens e estruturas, que, mais tarde ou mais cedo, acusam cansaço e inadaptação às exigências das novas linguagens e dos novos desafios que os tempos apresentam. E se é certo que a Igreja convictamente se sente no dever de levar o Evangelho à sociedade, também tem que ter a humildade suficiente para ouvir a sociedade em ordem ao seu aperfeiçoamento, em clima de franco diálogo, para essa mesma sociedade ser Igreja, percebendo que não pode ficar eternamente agarrada ao mesmo imobiliário doutrinal e ao dogmatismo de métodos e estratégias, por muito peso que tenha a sua história.  

No manifesto, os professores e professoras propõem várias reformas ou ‘campos de acção’: 1. Maior participação dos fiéis leigos nas acções e nas decisões da Igreja. Porque é que não são ouvidos na nomeação de um novo pároco ou de um novo bispo? 2.Reforço da vida comunitária dentro da Igreja. A criação de unidades administrativas enfraqueceu o espírito comunitário. Não havendo comunidade, não há proximidade, pertença e partilha. Fica-se um pouco perdido e distanciado. Para se evitar padres sobrecarregados, devia-se repensar a situação dos padres casados e o acesso das mulheres ao sacerdócio. 3. Uma cultura jurídica clara dentro da Igreja. Cada cristão deve estar devidamente esclarecido quanto aos seus direitos e aos seus deveres e responder efectivamente por ambos. 4. Liberdade de consciência dentro da Igreja, promovendo-se a responsabilidade e evitando-se o tique de tutelar e controlar exageradamente os fiéis. Uma maior atenção aos homossexuais e aos divorciados recasados. 5. Fomento da reconciliação fora e dentro da igreja. Rigor quanto ao pecado, misericórdia para com o pecador. É inadmissível dentro da Igreja uma moral rigorista sem misericórdia. 6. Maior abertura da liturgia a novas expressões e experiências. A liturgia não pode estar amarrada ao tradicionalismo. Unidade não é uniformidade.  

Concordo com todos os pontos. Mas há um que me chama mais atenção: o acesso das mulheres ao sacerdócio. Concordo plenamente. Já é tempo de a Igreja eliminar uma injustiça que tem cometido há séculos. A mulher não tem nada a menos do que o homem para poder desempenhar dignamente o ministério ordenado dentro da Igreja. Tem a mesma dignidade e o mesmo valor do homem, que o livro do Génesis já diz há séculos. A vocação de ser padre é um chamamento de Deus. Então Deus só chama homens? Deus é sexista e machista? Já nem falando do chamamento só de celibatários. Não consigo ter argumentos sólidos que justifiquem o não acesso das mulheres ao sacerdócio, a não ser por puro preconceito ou torpe irracionalidade. A Igreja transportou para dentro de si acriticamente as considerações mesquinhas e enviesadas das culturas que fazem do homem o actor principal e da mulher um actor secundário, subordinado ao homem. O maior argumento contra o acesso das mulheres ao sacerdócio é o facto de Jesus Cristo só ter escolhido homens para apóstolos (este argumento tem os seus perigos. Se o ser homem foi decisivo, porque é que ser pescador ou cobrador de impostos não é? Só se deveriam escolher para padres e bispos pescadores e cobradores de impostos. E porque é que o facto de alguns deles serem casados é esquecido?). Mas, para mim, a razão porque o fez é clara: no seu tempo a mulher estava reduzida a nada. Era considerada inferior ao homem (dizia-se que era melhor queimar a Lei do que dá-la a uma mulher). Entregar o anúncio do evangelho e os alvores da Igreja a mulheres, dentro de culturas marcadamente androcentricas e machistas, era condenar tudo ao fracasso. E não porque considera-se mais os homens do que as mulheres. Aliás, quem usa aquele argumento esquece-se que Jesus Cristo foi um revolucionário em relação ao machismo rabínico que imperava no seu tempo, admitindo mulheres como discípulas e, inclusive, entrado nas suas casas, o que era considerado um escândalo. Na sua prática é notório um progresso em relação às mulheres, que depois a igreja interrompeu, tornando o sacerdócio um privilégio dos homens. Várias mulheres o seguiram e auxiliaram ao longo da sua vida. Da sua nova forma de ver as mulheres e de as considerar resultaram das mais belas páginas dos Evangelhos. E foi, nem mais, uma mulher a primeira a anunciar a ressurreição. S. Paulo, nas suas cartas, não deixa de nomear inúmeras mulheres que o auxiliavam no seu apostolado e que, possivelmente, exerciam lideranças importantes nas comunidades paulinas. Seriam até diaconisas. Quem é que hoje em dia se empenha na catequese, nos coros, nos serviços paroquias, e até já nas comissões das comunidades cristãs? São as mulheres. Se lhes é reconhecida capacidade para tudo isso, porque será que não podem aceder ao sacerdócio? Não será a falta de vocações um sinal para a Igreja de que é preciso romper com a história e quebrar cadeias injustas? Não estará na hora de dar mais um passo em frente como Abraão fez, ao estar disposto a sacrificar o seu filho a Deus? A história da Igreja tem o seu peso, mas mais importante do que a história é o homem e o Evangelho. Tenho pena que uma disciplina tão rígida da Igreja se baseie num único gesto de Jesus, esquecendo a sua prática e a sua mensagem na globalidade.

Em tempo de Quaresma, tempo de mudança e de conversão, a Igreja pode aproveitar para ir ao deserto encontrar-se com a sua verdade e com a verdade do Evangelho. Por norma, há sempre uma grande resistência à mudança dentro da Igreja. Reina a impressão de que mudar é perder genuinidade ou até caminhar para a perdição. Alguns argumentarão que, nestes dois mil e tal anos de história cristã, vontades de mudança sempre ouve, que o vento se encarregou de levar para longe. A ‘verdadeira’ Igreja vai sobrevivendo incólume. Assim como Jesus Cristo teve a sua «hora», também começa a chegar a hora de a Igreja perceber que mais do que querer mudar o mundo, chegou a hora de ela mesma mudar. E não tem que ter medo da mudança. A Igreja nasceu da mudança, nasceu do ímpeto daqueles que tiveram coragem de fomentar uma ruptura com o seu passado judaico e se abriram ao Reino de Deus pregado por Jesus de Nazaré, nasceu dos que se dispuseram a ser odres novos para um vinho novo, que era a Palavra de Jesus Cristo. O medo é sempre fraco conselheiro. De que é que tendes medo, homens de pouca fé? 



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Domingo, 3 de Abril de 2011

O que São Basílio Magno (séc. IV) escreveu sobre a usura é temível: "Os cães, quando recebem algo, ficam mansos; mas o usurário, quando embolsa o seu dinheiro, irrita-se tremendamente. Não cessa de ladrar, pedindo sempre mais... Mal recebeu o dinheiro e já está a pedir o dinheiro do mês em curso. E este dinheiro emprestado gera mal atrás de mal, e assim até ao infinito." Por isso, o Concílio de Latrão, em 1179, proibiu aceitar esmolas dos usurários, admiti-los à comunhão e dar--lhes sepultura cristã.

Hoje a isto chama-se os mercados financeiros, com a sua lógica devoradoramente insaciável. Portugal sabe-o por experiência. Quem não viu veja e quem viu reveja Inside Job.

De qualquer modo, estamos na União Europeia e temos de honrar compromissos quanto ao défice e à dívida. O que aí vem é arrasador. Como foi possível ter-se chegado à beira deste abismo? Como escreveu Daniel Bessa, "o Estado português está há muito em processo de falência. A culpa é de todos nós, a começar por mim, que nunca o disse de forma audível, com esta clareza".

Em Portugal, deu-se o triunfo da irrazão. Ele foi a sementeira acéfala de instituições de ensino superior, com consequências desastrosas por décadas. Ele foi, sem respeito pela famosa "navalha de Ockam", a multiplicação dos entes sem necessidade: na Administração central, nas câmaras, nas juntas de freguesia, nos institutos públicos. Ele foi o encosto geral aos dinheiros públicos, que todos se habituaram a reclamar em todas as circunstâncias. Não se fez a transformação do aparelho produtivo para a competitividade. Destruiu-se a agricultura e as pescas. Numa euforia tola, foi o consumo esbanjador, que os bancos estimularam. Parte dos portugueses pensou que já não era preciso trabalhar. A corrupção banalizou-se. A Justiça quase faliu. Não há confiança nem horizonte de futuro.

Vêm aí eleições. Mais uma vez, o País encontra-se numa crise mortal. Esperar-se-ia, pois, o fim do reino da irrazão. Esperar-se-ia que as forças políticas pensassem, finalmente, mais no bem nacional do que nos interesses partidários e nas clientelas. Depois de tanta aldrabice, que dissessem a verdade, dura, crua, aos portugueses, para eles poderem saber onde realmente se encontram. Que às arruadas da campanha antepusessem a argumentação racional, serenamente e sem insultos. Que, no quadro da razão comunicativa, se entendessem para um consenso mínimo em temas fundamentais: Justiça, Educação, relançamento da Economia, Estado Social mínimo, reformas político-administrativas.

 

Autoria: P. Anselmo Borges 



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