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minhas notas

25.06.09

6 da manhã - saída de Montalegre em direcção a Viana do Castelo

 

 

                                                                          Viana do Castelo

 

 

S. Luzia

 

 

travessia do Rio Minho para Espanha

 

 

boa disposição a bordo

 

 

boa disposição

 

 

lá ao fundo um tubarão, reparem bem...

 

 

chegada a Espanha

 

 

S. Tecla

 

 

a paisagem é maravilhosa

 

 

a imponência do mar

 

 

há mar e mar e amar...

 

 

Igreja das conchas em Sanxenxo

 

 

visita aos viveiros do mexilhão

 

 

os viveiros

 

 

chegada a S. Tiago de Compostela

 

 

S. Tiago, rogai por nós...

 

 

era Domingo, Cristo ressuscitado brilhava...

 

 

saída de S. Tiago a caminho da Corunha

 

 

Torre de Hércules em Corunha (raio do poste...)

 

 

22 horas - chegada a Montalege. Barroso sempre.

 

 

25.06.09

O nosso tempo tem um problema com o pudor. Se na vida corrente cada um continua recatado como antes, a cultura oficial faz enormes esforços para eliminar o que considera «preconceitos». Revistas, publicidade, filmes, televisão estão cheios de nudez aberta ou sugestões sexuais. Ser desinibido é imposição social. A pornografia passa por arte e a moda impõe o erotismo. Isso tem efeitos no quotidiano.

 

No Verão as ruas parecem praias e todos fingem ignorar o efeito lúbrico da exposição corporal. Em poucas décadas passou-se da dama que não mostrava o tornozelo para a que quase só tapa o tornozelo.

 

Mas não se deve dizer que a cultura não tem pudor. A natureza humana nunca muda, só altera as aparências. O nosso tempo tem muita modéstia, mas em coisas diferentes. Por exemplo, em religião.

 

É muito curioso notar como hoje se tem muito cuidado em ocultar pudicamente os sentimentos espirituais. Crentes e até clérigos gostam de falar de humanismo, solidariedade, valores, para tratar da sua fé, devoção, amor a Deus. O paralelo é evidente. Outras eras exaltaram a castidade como hoje muitos se orgulham do ateísmo, que é visto, não como uma posição religiosa entre outras, mas como uma dignidade superior, acima da corrupção das crenças. Como antes se via a virgindade.

 

No passado quando uma jovem se vestia de forma mais ousada apareciam logo guardiãs da decência a interpelá-la. Hoje se alguém manifesta em público a sua fé surgem também vestais ateias a protestar. E o argumento é igual: «isso são coisas para fazer na intimidade da alcova».

João César das Neves

 

24.06.09

 

Desde o dia 19 até Junho de 2010, a Igreja no mundo celebrará o Ano Sacerdotal convocado pelo papa Bento XVI(no ano que passou celebrou-se o ano Paulino). Com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, a convocação acontece por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, hoje padroeiro dos párocos, e a partir do dia 19, proclamado pelo papa, padroeiro dos sacerdotes de todo o mundo.

O objectivo deste ano é, segundo expressou o próprio Papa, «ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea».  Diz o Papa:

«Vem-me imediatamente à mente uma bela e comovedora afirmação, referida no Catecismo da Igreja Católica: “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus” (n. 1589). Como não recordar com comoção que directamente desse Coração manou o dom do nosso ministério sacerdotal? Como esquecer que nós, presbíteros, fomos consagrados para servir, humilde e autorizada mente, ao sacerdócio comum dos fiéis? Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, que exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele; isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como fez São João Maria Vianney. Na carta que vos dirigi por ocasião deste ano jubilar especial, queridos sacerdotes, eu quis sublinhar alguns aspectos que qualificam nosso ministério, fazendo referência ao exemplo e ao ensinamento do Santo Cura de Ars, modelo e protector de todos os sacerdotes, em particular dos párocos. Espero que este meu texto vos sirva de ajuda e estímulo para fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, que conta connosco, seus ministros, para difundir e consolidar seu Reino, para difundir seu amor, sua verdade. E, portanto, “a exemplo do Santo Cura de Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis, também vós, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, reconciliação e paz».

 

23.06.09

Homens errados nos lugares errados

 

João Goulão é presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência. Logo, pensamos nós, deveria zelar pela diminuição deste problema junto da população em geral e dos jovens em particular.Errado. Para este senhor, quem na juventude não fuma charros é betinho e a melhor mensagem a passar é a de redução de danos e não a de evitar que a droga entre na vida de muitos jovens. Duarte Vilar é presidente da Associação para o Planeamento Familiar. Supostamente, devia zelar para que a divulgação de medidas de planeamento familiar reduzissem idealmente para zero o número de abortos, legais ou ilegais, em Portugal. Errado. Cada vez que são divulgados novos números sobre o aumento de abortos, como ainda recentemente aconteceu, este senhor festeja com declarações a sublinhar que a evolução está de acordo com as previsões já feitas pela sua associação.

 

 

São dinheiros públicos que sustentam o Instituto da Droga e Toxicodependência para que desenvolva políticas eficazes que mantenham os nossos filhos longe do mundo da droga.

 

 

E, apesar de não ser pública, a Associação para o Planeamento Familiar, vive de subsídios públicos e sustenta a sua actividade no fornecimento de serviços ao Estado que deveriam servir para tornar mais responsável a maternidade e diminuir ao máximo a tragédia e o trauma do aborto.

Tal como os professores, também o desempenho destes senhores deveria ser avaliado e, se houvesse rigor na forma como é usado o dinheiro dos nossos impostos, João Goulão e Duarte Vilar deveriam deixar de ser os homens errados nos lugares errados.

 

Raquel Abecasis, Rádio Renascença

23.06.09

O melhor comentário que encontrei sobre as críticas à transferência de Cristiano Ronaldo é de José Diogo Quintela, dos Gato Fedorento, que disse assim na Pública de Domingo(21.6.2009):

 

 «É provável que muitas das pessoas que se indignaram com o preço do Ronaldo costumem jogar no Euromilhões. Torcem o nariz a pagar-se 94 milhões por um jogador que vai render ao clube que investiu nele, mas acham normalíssimo uma espécie de ventoinha que cospe bolas atribuir os mesmos milhões a pessoas que seleccionam números num papel».

18.06.09

A UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) anunciou, há dias, que pelo menos 41 mulheres(ao certo terão sido 48) foram assassinadas em 2008 em Portugal pelos companheiros, sem esquecer o grande número de queixas anuais. São os números da vergonha. Como é possível que a violência doméstica e conjugal ainda seja uma chaga da nossa sociedade? É incompreensível e inaceitável que ainda aconteça e todos temos de fazer esforço para combatê-la. Alardeamos até à saciedade as inúmeras conquistas do progresso científico e social e homem e mulher ainda não adquiriram o respeito mútuo. A falta de valores no mundo actual é cada vez mais evidente. A violência, seja verbal, seja física, está na ordem do dia. É interessante notar como ao crescimento material, científico e tecnológico das sociedades contemporâneas, contrapusemos uma regressão moral, humana e espiritual. É necessário que caminhem lado a lado. E já que falamos de violência doméstica, que muitos não deixem de pôr a mão na consciência. Repito, é inaceitável e intolerável. 

18.06.09

A crise aí está e lamentos não faltam, de todos os quadrantes. Será nossa companheira ainda durante muitos meses. Uma crise é sempre um ponto de chegada de más decisões e más condutas e um ponto de partida para uma vida mais consistente e equilibrada. Quem é que está a segurar a crise? No plano económico e financeiro, o Estado, ou melhor, os contribuintes. No plano social, a família. Muitos estão agora a dar conta como é importante ter uma família estável, sólida e bem organizada. Milhares de desempregados ou indivíduos, que viram os seus projectos a ruir como castelos de areia, é na família que estão a encontrar um sustentáculo financeiro, emocional, conforto e ânimo para recomeçar a vida. A família é e será sempre o ombro afável onde se reclina a cabeça após as desventuras e os tropeços humanos. Seria, por isso, importante que se repensasse naquilo que andamos a fazer pela família. Como é lamentável verificarmos que a temos torpedeado de todos os lados, com a retórica de um individualismo subjectivista e com um experimentalismo anárquico, como alguém escrevia num dia destes. A família, fundada na união matrimonial entre um homem e uma mulher, é o núcleo estrutural e a instituição central da sociedade. Ela é o berço da vida, da verdadeira humanidade, educação e formação, que capacita a pessoa humana para a autonomia e as relações sociais, o espaço fundamental para a realização humana e onde se tece harmoniosamente a teia social. Será que esta crise nos vai ajudar a compreender isto melhor?

18.06.09

A Câmara Municipal de Montalegre realizou uma grande campanha de limpeza das margens da albufeira dos Pisões (alto Rabagão). A iniciativa é louvável quanto ao espírito e à razão, e merecedora de maior aprovação quanto à forma, visto que soube despertar e integrar a participação dos cidadãos. Muita coisa se pode fazer na mesma linha. Convém não esquecer o motivo que esteve por detrás da iniciativa: o lixo abandonado nos parques de campismo e nas margens da albufeira. Eu mesmo o pude comprovar, num dia, em que me desloquei à albufeira, para praticar uma actividade de que gosto, a pesca. O cenário era lamentável: frascos de “brilhante” (produto que é usado na pesca) espalhados por todo o lado, guardanapos e caixas de víveres aqui e ali, com círculos de pedras por perto onde se acenderam fogachos, montículos de pedras ao longo de toda a margem, aqui e acolá sacos plásticos à espera de uma rajada de vento para irem para outras paragens. Que falta de civismo. Pequenos descuidos podem acontecer a todos e certamente que houve pescadores que não contribuíram para o triste espectáculo e respeitaram as mais elementares práticas do civismo. Mas muitos deixaram de o fazer. Já não bastava estarem a ter muitas horas de prazer à custa da desgraça alheia, e ainda por cima deixaram atrás de si um rasto de esterqueira, que os cidadãos da terra, na sua amabilidade, tiveram que limpar. Será que ainda nem o básico está assimilado pelos cidadãos? Dar a devida arrumação ao lixo e cuidar daquilo que é de todos é do mais elementar da vida cívica. De certeza que muitos seguiram uma pobre máxima que nos acompanha no subconsciente ou até no consciente: já que todos ou alguns o fazem, eu também o faço. E lá se foi maculando um dos espaços mais bonitos do Barroso.

16.06.09

Fundação diz que Pio XII foi um “verdadeiro herói”

 

A fundação “Pave the Way”, que promove o diálogo inter-religioso, afirma ter encontrado mais de 2300 páginas de documentos que provam o esforço de Pio XII para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

 

A descoberta foi anunciada pelo presidente da fundação, Gary Krupp, que é ele mesmo um Judeu. Os documentos terão sido encontrados num mosteiro em Avellino, em Itália. O papel desempenhado por Pio XII tem estado no centro de uma polémica aberta entre a Igreja Católica e grupos de judeus que acusam o Papa italiano de não ter feito o sufi ciente para ajudar os judeus perseguidos durante a guerra.

Os católicos ripostam, afirmando que o Papa fez tudo ao seu alcance, mas que não podia fazê-lo abertamente por causa da ameaça nazi às portas do Vaticano, e para preservar as populações católicas nos territórios ocupados, incluindo na Alemanha.

 

Os papéis agora encontrados, garante Krupp, revelam “vários exemplos de acções directas e do ministério pastoral de Eugénio Pacelli no sentido de salvar judeus da tirania nazi”. Contêm ainda provas da sua intercessão junto dos turcos otomanos em favor dos judeus na Palestina em 1917.

A pesquisa permite chegar à “conclusão inegável” de que “Pio XII foi um verdadeiro herói” da Segunda Guerra Mundial, que possivelmente salvou mais judeus do que todos os líderes religiosos e políticos do mundo, juntos. “Num espírito de verdadeiro heroísmo, fez tudo isto perante a ameaça directa de espingardas alemãs a 100 metros da sua janela”, diz Krupp.

 

                                    Página Um, da Renascença, 16.6.2009

 

12.06.09

 

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.


A vida tem que ser vivida com um optimismo cheio de esperança, em vez da impaciência derrotista. Mesmo que hoje tenhamos motivos para a preocupação e o desespero, a Palavra de Deus deste Domingo contém explicitamente um anúncio realista de optimismo e de esperança, baseado na fé. O Reino de Deus está a crescer e chegará um dia totalmente, graças a Cristo e ao Espírito Santo. Por isso, o crente não deve valorizar nunca o desânimo e o pessimismo.

 

No mundo de hoje, dá-se muita importância à programação, à eficácia produtiva, ao êxito rápido e espectacular, à estatística e à percentagem, e quando não aparecem frutos visíveis e palpáveis ficamos impacientes. Impaciência que aplicamos a todos os sectores, tantos eclesiais como sociais; aos meios de difusão ao serviço do Evangelho e às obras sociais, tal como à catequese e aos grupos apostólicos, às comunidades religiosas e aos grupos de jovens, à pastoral dos sacramentos e às reuniões de oração.

 

Não raras vezes se ouve a pergunta: depois de tantos anos de Cristianismo e de cumprimento religioso, de exercícios espirituais e de leitura da Bíblia, de meditação e oração individual e comunitária, para que serviram tantos esforços se tudo parece continuar na mesma? Gostamos de ver crescer tudo rapidamente, de forma deslumbrante, em nós mesmos e nos outros, por dentro e por fora, todos desejamos um cristianismo pujante, cheio de vigor, frondoso e carregado de frutos maduros, e como isso não acontece de um dia para o outro, facilmente cedemos ao desânimo e ao desespero, julgando que estamos a perder tempo e esforço. Contudo, e está é a grande mensagem deste Domingo, a semente de Deus tem uma força silenciosa, mas imparável, e frutificará com toda a certeza. Não lhe apliquemos é os nossos critérios de eficácia imediata, quase violenta, porque esses não são os critérios do Reino de Deus.

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