Sábado, 30 de Maio de 2009

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou- Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

 

O Pentecostes é a festa do Espírito Santo. O Cristianismo, a fé em Cristo, é uma religião que dá valor ao espírito, de certeza, mas não é espiritualista, desencarnada, inumana. É uma religião humanista, que abre o homem à transcendência, ao Espírito e a Deus. Um dos maiores problemas do nosso tempo é a falta de espírito. Há, actualmente, um excesso de matéria nas suas diversas formas: corporalidade e sexo, produtividade e consumismo. Como consequência é notório um vazio existencial. Há uma infelicidade comum que paira no ar. As pessoas sentem-se vazias, intimamente insatisfeitas, por viverem uma vida sem sentido e incapaz de encher de felicidade. Falta espírito e razões para viver, trabalhar e amar os outros, em suma, falta transcendência para a existência de pessoas limitadas que somos. O homem torna-se humano na medida em que se abre a Deus e aos outros. Sob a acção do Espírito santo encontra-se, reconcilia-se com Deus e consigo mesmo, e abre-se à comunhão gozosa com Ele e com os outros como irmãos.


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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

O Parlamento aprovou o projecto que estabelece o testamento vital, com os votos do Partido Socialista e Partido Comunista Português, a abstenção do Bloco de Esquerda e o voto contra do PSD, do CDS-PP e de uma deputada socialista.

Um testamento vital é um documento em que consta uma declaração antecipada de vontade, que alguém pode assinar quando se encontra numa situação de lucidez mental para que a sua vontade, então declarada, seja levada em linha de conta quando, em virtude de uma doença, já não lhe seja possível exprimir livre e conscientemente a sua vontade.

A Conferência Episcopal Portuguesa afirmou aqui há uns tempos: «Quem acredita em Deus sabe que só Ele é o Senhor da vida e que ninguém pode pôr fim à sua própria vida ou contribuir para a morte do seu semelhante. É o quinto mandamento da Lei de Deus: o homicídio e o suicídio são actos imorais.

Morrer com dignidade é morrer com grandeza e generosidade, aceitando o sofrimento na sua dimensão positiva e redentora. A morte é um momento alto da vida e a maneira de morrer pode redimir essa vida. Temos obrigação de ajudar os nossos irmãos a percorrer com dignidade a fase terminal da vida, para o que muito contribui a própria ciência médica, através dos cuidados paliativos e da terapia da dor.

O testamento vital "é um passo" para a eutanásia, adverte o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que defende uma legislação séria, equilibrada, justa e ética.

 



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Também os da inteligência, também os do coração. Há tempos, um afamado comunicador da nossa praça fez constar que o grande culpado do que menos bom ou até mau ia acontecendo no agora célebre Bairro da Bela Vista seria o primeiro bispo de Setúbal que, levado pela sua preocupação pelos pobres (salve-se isto!), mandaria construir aqueles mamarrachos sem pés nem cabeça, isto é, sem as condições mínimas para garantirem uma saudável vizinhança e qualidade de vida. Procurei elucidá-lo a ele, procurador da história e das estórias, fazendo-lhe ver que estava lavrando no impensável, até porque ao dito bispo mais não se poderia atribuir que um preocupado trabalho de ajudar aquela gente, criando meios e espaços de humanização, bem apoiados por serviços, instituições e párocos mui zelosos em acompanhar aquele mosaico racial, cultural e religioso. O Bairro da Bela Vista foi sempre problemático, logo a partir da concepção ideológica que presidiu à sua construção. Para além das estruturas referidas, entre as quais se encontra uma humanizadora igreja, são sem número os eventos que se promovem para aproximar aquela gente, que, como toda a outra de Setúbal, é trabalhadora e boa. Acrescentaríamos que não devidamente

olhada por quem de direito. A policia, claro, é necessária, ó se o é, mas não é a única nem mais válida solução. E os casos que o provam vão-se multiplicando por essa Europa fora e já com inquietante frequência pelo nosso país. É preciso lá ir. É preciso lá estar. Com os ouvidos e os olhos da inteligência e do coração. Na cave, isto é, na verdade, está o abandono, está a desconsideração pelas pessoas, está a desconfiança. E destas companhias só pode despoletar o descontentamento, a raiva, o desejo, porventura inconsciente, da vingança. Os equipamentos muito bem apetrechados, com gente muito boa, mas muito sabedora e formalizada, embrulhada em papéis, não chegam. Podem até ofender, quando o importante, que é interesse e o afecto, não acontece. Vivemos tempos perigosos. Os nossos políticos, com que pena o digo, não servem, porque lhes falta a inteligência do coração. Aproveitando um sugestivo título de um livro de Daniel Sampaio, apetece-me dizer “Inventem-se novos políticos”. Que exagerado que eu continuo a ser.

 

                          D. Manuel Martins, Página Um da Renascença, 28.5.2009

 



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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

 

 Myspace utilizado para recrutar fiéis 

O perfil no sitio do Myspace tem testemunhos reais das opções feitas por membros da igreja. O cristianismo tecnológico vive nas redes sociais, onde a proclamação do evangelho é feita através do download de vídeos e de orações em mp3. 

A igreja está consciente da importância desta forma de comunicar e as dioceses e paróquias estão empenhadas em alimentar esta evangelização virtual. Paulo Rocha, Director da Agência Ecclesia, dá-nos o exemplo do padre Júlio Grageia, que desde os anos 90 criou um site com centenas de seguidores. 

As celebrações religiosas têm cada vez mais lugar na Internet. Missas e mensagens religiosas são colocadas no Youtube registando milhares de visitas. 

Igreja do futuro 

Há mesmo quem se questione até onde é pode ir o cristianismo tecnológico ? Estaremos a caminhar para um futuro onde, por exemplo, a remissão dos pecados poderá ser feita online? Segundo o padre João Caniço, “neste momento, em 2009 não é, mas não sabemos o que vai acontecer daqui a três ou quatro anos”. 

Entre 2000 e 2006 o número de padres diminuiu 8% em Portugal. O cristianismo tecnológico pode ser uma realidade e uma forma de combater a crise de vocações.

                                                     Notícia da SIC Notícias, 27.5.2009

O que pensa acerca disto?

 

 



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Pelo menos 41 mulheres foram assassinadas em 2008 em Portugal pelos companheiros, anunciou hoje a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), defendendo que este tipo de crime deve ser analisado separadamente no relatório de Segurança Interna.

De acordo com dados de um relatório da UMAR, elaborado com dados da imprensa e entregue hoje no Ministério da Administração Interna, em 82 por cento de 46 homicídios contabilizados o homicida foi o "outro membro ou ex-membro do casal", fosse em situação de casamento, união de facto ou namoro.

"Este número assustador e trágico, que peca por defeito" devia ter sido tratado separadamente no Relatório Anual de Segurança Interna, considera a UMAR, argumentando que incluí-lo no universo de todos os homicídios cometidos "leva à incompreensão deste especialíssimo fenómeno criminal".

 

                                       Notícia retirada do site da Visão, 27.5.2009

 

Como é possível que isto esteja a acontecer?



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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Atenção, jovens e adolescentes! A partir de agora há uma nova página na Internet feita especialmente a pensar em cada um de vocês com o sugestivo nome “Pope2you”, o “Papa para ti”! Inaugurado no contexto do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja assinala no próximo domingo, este novo site inclui vídeo-notícias do Papa no “You Tube”, novas aplicações para descarregar no “iPhone”, permite enviar postais electrónicos através do “Facebook”, com fotos e frases do Papa… Enfi m, trata-se de mais uma iniciativa de Bento XVI

para comunicar com os jovens e adolescentes, no ambiente que eles dominam.

O Papa dirige-lhes uma mensagem especial e pede-lhes que imitem os apóstolos, ou seja, que evangelizem este novo “continente digital”; pedindo-lhes mesmo que dêem testemunho do amor infi nito de Deus. Esta confiança manifestada por Bento XVI é também sinal de outra coisa, como explica o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais: “É que, na verdade, o Papa é muito mais amado e apreciado do que a maioria dos media tenta fazer passar, por isso, a Santa Sé não faz mais do que a sua obrigação: ir ao encontro do que os jovens querem e pedem”. É bom saber que, afi nal, são muitos os que não alinham nos clichés da mentalidade dominante.

 

                                                     Aura Miguel, Rádio Renascença

 


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 Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes:

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.



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O Papa Bento XVI passou a ter uma presença mais próxima na Internet, nomeadamente dos mais jovens, entrando na órbita das redes sociais da Internet. (Para quem acusa a Igreja de estar parada no tempo...)

 

Consultem www.pope2you.net

 



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No dia 15 de Março, o Jornal Público publicou um estudo sobre as mudanças que estão a acontecer na forma como se está a morrer nas sociedades contemporâneas. A jornalista Alexandra Campos serviu-se, para isso, da tese de mestrado em Bioética do Padre José Nuno, actual Capelão do Hospital de S. João, no Porto, e Coordenador Nacional e Diocesano dos Capelães Hospitalares, padre que tive o privilégio de ter como prefeito e educador durante um ano no Seminário do Porto. Uma das grandes conclusões a que o P. José Nuno chegou na sua tese de mestrado, é que, no espaço de uma geração, o local da morte transferiu-se de casa para o hospital. A morte deixou de ser um passo íntimo, em família. Se, em 1970, 80% dos doentes morriam em casa, hoje em dia só um terço das pessoas morre em sua casa, acontecendo mais no Norte que no Sul. Diz o P. José Nuno, “no século XX a atitude do homem perante a morte mudou. E, como a atitude mudou, mudou o modo de morrer”. Os hospitais não estavam preparados nem sensibilizados para esta realidade e daí que agora se esteja a desenvolver todo um esforço de domiciliação e humanização do hospital, alargando-se a rede de cuidados paliativos, que ainda só dão resposta a 10% das necessidades, e permitindo-se a presença de familiares nos últimos momentos de vida do doente, já que ninguém quer morrer sozinho, sem um último olhar ou aperto de mão.

Porque é que estas mudanças aconteceram? Todos, possivelmente, queremos ter uma morte íntima, em família, é a mais digna de uma pessoa humana. Todos guardamos na memória aquelas imagens de um pai ou mãe que gostava de reunir à sua volta toda a sua família e deixar-lhe as últimas recomendações e, sentindo o calor e os últimos afagos da família, cerrar lentamente os olhos. É a morte serena e reconciliada. Infelizmente, a nossa sociedade começou a ver esta forma de morte como sinal de atraso e até de negligência, o que não é verdade, e instalou-se a ideia de que morrer bem é morrer num hospital, ligado às máquinas. É verdade que se deu uma grande mudança na realidade familiar e hoje é praticamente impossível a muitas famílias acompanhar um doente até ao fim da sua vida. Mas as razões destas mudanças são mais profundas: em primeiro, a nossa indisponibilidade para nos dedicarmos a quem quer que seja, já que o importante sou eu e a minha vida, muito menos a alguém que já é “inútil”, que possivelmente até fez muito por nós, mas que facilmente esquecemos num estalar de dedos, e, em segundo, a sociedade do bem-estar que decretámos nos últimos anos, que não demorará muito a falir, que não suporta o espectáculo do sofrimento e da morte nem o convívio com os que sofrem e os que morrem, como o P. José Nuno sublinha na sua entrevista. Proclamou-se que só se deve mostrar e conviver com o que torna a vida gira, gozosa, alegre, curtida, escondendo-se a morte, não vá isso traumatizar alguém, como se ela e o sofrimento ligado a ela não fizessem parte da vida… Repare-se como o luto não tem nenhum valor para as novas gerações e quem se dispõe a vivê-lo, nem que seja num curto espaço de tempo, é logo apelidado de antiquado e retrógrado. E pior ainda é o fenómeno da americanização da morte a que já começamos a assistir, iludindo-se a morte, mascarando o cadáver e pondo-o mais bonito do que quando estava vivo, tentando-se assim suavizar o “choque” da morte. Esquecer a morte e tudo fazer para eliminar o mínimo vestígio da sua presença na vida não é senão preparar as pessoas para uma má morte ou uma má vivência da morte. Seja qual for o lugar da morte, que ninguém deixe de ter a devida assistência e atenção para morrer com dignidade e evite-se a todo o custo que alguém morra abandonado.

 


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Edgar Morin defende reforma radical no ensino
O filósofo e sociólogo Edgar Morin, que sexta-feira participa em Viseu num colóquio sobre Educação promovido pelo Instituto Piaget, defende uma «reforma radical» do modelo de ensino nas universidades e escolas, salientando a necessidade de acabar com a 'hiperespecialização'.
 

«Temos a necessidade de reformar radicalmente o actual modelo de ensino nas universidades e escolas secundárias. Porquê? Porque actualmente o conhecimento está desintegrado em fragmentos disjuntos no interior das disciplinas, que não estão interligadas entre si e entre as quais não existe diálogo», sublinha, em entrevista à Lusa.

O filósofo francês considera que o modelo actual leva a «negligenciar a formação integral e não prepara os alunos para mais tarde enfrentarem o imprevisto e a mudança».

Edgar Morin, de 88 anos, critica, por exemplo, que nas escolas e universidades «não exista um ensino sobre o próprio saber», ou seja, sobre «os enganos, ilusões e erros que partem do próprio conhecimento», defendendo a necessidade de criar «cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento».

Lamenta, igualmente, que a «condição humana esteja totalmente ausente» do ensino: «Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas», critica.

Por outro lado, acredita que a «excessiva especialização» no ensino e nas profissões produz «um conhecimento incapaz de gerar uma visão global da realidade», uma «inteligência cega’».

«Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos, e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência», defende.

«Está demonstrado que a capacidade de tratar bem os problemas gerais favorece a resolução de problemas específicos», garante Morin, lembrando que a maioria dos grandes cientistas do século XX, como Einstein ou Eisenberg, «além de especialistas, tinham uma grande cultura filosófica e literária».

«Um bom cientista é alguém que procura ideias de outros campos do conhecimento para fecundar a sua disciplina», afirma, sublinhando que «todos os grandes descobrimentos se fazem nas fronteiras das disciplinas».

Garante também que «apesar de em muitas universidades norte-americanas existir maior flexibilidade no que toca ao modelo ensino», nos Estados Unidos existe o «mesmo problema que na Europa».

 

 

                                                             Notícia do Jornal Destak 21.5.2009


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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Decorre em alguns países europeus, e parece que em breve chegará a Portugal, uma campanha publicitária ateísta curiosa, mas ao mesmo tempo intrigante. Foi lançada o ano passado pela Associação Humanista Britânica, que colocou cartazes em trinta autocarros de Londres. O slogan lacrado nos autocarros, inspirado no cientista ateu Richard Dawkins e criado pela jornalista Ariane Sherine, diz o seguinte: «Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e goze a vida». A mesma campanha está a chegar a outras grandes cidades europeias, como Barcelona, Madrid, já chegou inclusive a Washington, capital americana, e até já foi adoptada nalgumas cidades australianas, embora os slogans sejam diferentes: em Washington é «Para quê acreditar num Deus? Seja bom por amor da bondade», e na Austrália é «Ateísmo – fique a dormir no Domingo de manhã». As organizações ateístas são livres de expressar as suas “crenças”. Mas já se percebeu que todas estas campanhas têm na sua base um ateísmo cool, que não se reveste da mesma ferocidade e agressividade do ateísmo militante de outros tempos. Basta tomar atenção ao “provavelmente”. É um ateísmo de forte pendor comodista. Não se trata de negar a existência de Deus, mas de O afastar da vida, eliminando toda e qualquer influência que possa exercer sobre o homem moderno, que quer viver ao sabor da sua vontade e do seu comodismo, que quer ter todo o tempo do mundo para desfrutar o que muito bem lhe apetece. Os slogans não podem deixar de levantar muitas perguntas, mas concentro-as numa: é necessário prescindir de Deus para se gozar a vida? Mais uma vez está em causa a imagem que se faz de Deus. Em vez de se ver Deus, e aquilo que Ele propõe, como Alguém que dá transcendência e densidade à vida, Alguém que possibilita viver a vida na sua verdade e profundidade, logo verdadeiramente feliz, pelo contrário, Deus é visto como um inimigo da vida e da felicidade, que parece que tem gosto em complicar a vida ao homem e em sobrecarregá-lo com regras e pesos que vão contra o seu maior bem e realização. Nada mais inverosímil. Pergunto: Deus não deixa gozar a vida. Ou será que sem Deus a vida não é um gozo? Seria bom que muitos destes ateus confessos (alguns até serão baptizados) lessem com serenidade a parábola do Filho Pródigo, que se encontra nos Evangelhos, no Novo Testamento, que é considerada um resumo da obra de Jesus Cristo e do seu Evangelho. À imagem do filho mais novo que abandonou a casa paterna, uma das ilusões modernas, que mais tarde ou mais cedo é fonte de grande sofrimento para o homem, é de que só será feliz quando viver livre de tudo e de todos, sem qualquer amarra, quando puder mandar sozinho no seu destino e só por si decidir o que é bom e o que é mau para si, como se se bastasse a si mesmo. É a tentação do homem moderno. A parábola descreve magistralmente a degradação e o desnorte a que o homem chega, fazendo esta opção, esquecendo a sua dependência e fragilidade. Após tomar consciência da baixeza e infelicidade a que chegou a sua vida, o filho empreende o regresso à casa paterna. Afinal, em casa do pai era verdadeiramente feliz. Quando era obediente, era livre. Quando amava, humanizava-se. Quando fazia comunhão com os outros, era digno e respeitado. E como é que o pai o recebeu? Abraça-o, recupera-lhe a dignidade e organiza uma festa. Repito: organiza uma festa. Onde é que está o Deus que é hostil à alegria de viver? O perigo desta campanha ateia, que se está a organizar em várias grandes cidades mundiais, não é o de pôr em causa a crença em Deus ou lançar a confusão nas mentes mais incautas e sensíveis, que até poderá acontecer: é o de vender um ideal que empobrece e degrada o homem, transmitindo a ideia de que a felicidade está no prazer, sob todas as suas formas, na irresponsabilidade, no descompromisso, na libertinagem, na facilidade, no fugir ao esforço e ao sacrifício, no satisfazer de todo o tipo de apetites, sem qualquer exigência moral e ética. Não tenho dúvidas de que é o pior caminho que podemos escolher para nos realizarmos como pessoas humanas.  


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Muitos cristãos no dia-a-dia vivem quase como se Deus não exista e a incidência na sua vida pessoal, familiar e social é quase nula. Deus tornou-se uma espécie de S.O.S da vida, a quem se recorre apenas nos momentos de desgraça ou infortúnio da vida ou então Alguém a quem se busca superficialmente para manter festas familiares, como baptizados, casamentos, comunhões, entre outras. Mas na grande parte do tempo da vida é esquecido, quando deveria configurar os nossos valores, a nossa forma de estar na vida, os nossos critérios, as nossas opções. Foi este o compromisso que se fez no dia do baptismo, tanto o baptizado como a família. Nos últimos anos deu-se uma rendição ao “Big Bang” económico, científico e tecnológico que se deu em algumas partes do mundo, entre elas a Europa, que fez com que o homem actual ganhasse a sensação de uma segurança exagerada de si mesmo, e pior do que isso, que se basta a si mesmo, pensando que está rodeado de todos os meios para se realizar e ser feliz e a esperar sempre mais do mesmo, considerando-se salvador de si mesmo. Mas já é notório o cansaço e o mal-estar que se construiu e não faltam exemplos de uma grande insatisfação que mora no interior das pessoas, que os criativos profissionais vão tentando calar com invenções e analgésicos de última hora. A instabilidade, a competitividade, a escravidão, a violência, e, por vezes, até, a desumanidade a que o mundo moderno sujeitou as pessoas, outra coisa não fez que lançar um grande vazio e causar uma grande falta de alegria de viver e um sem sentido da vida, por falta de transcendência. Não estará na hora de reinventarmos a vida?



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Um cristão deve votar em conformidade com os valores e princípios em que acredita. A fé não é um capote que se veste só para ir à missa ou participar noutros sacramentos ou actos da Igreja e na Igreja e que depois se coloca no cabide. É um conjunto de valores e princípios que devem inspirar a forma de estar na vida e todos os actos e decisões de quem a professa. Não tem sentido andar a dizer e a professar uma coisa e depois fazer tudo ao contrário disso ou contra isso. É uma incoerência. Por isso, a todo o cristão exige-se o exercício de analisar o perfil dos candidatos e os seus programas eleitorais e ter o cuidado de os aprovar ou reprovar com o seu voto, em conformidade com os critérios cristãos, que a CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) enumera: promoção dos Direitos Humanos; defesa e protecção da instituição familiar, fundada na complementaridade homem mulher; respeito incondicional pela vida humana em todas as suas etapas e a protecção dos mais débeis; procura de solução para as situações sociais mais graves: direito ao trabalho, protecção dos desempregados, futuro dos jovens, igualdade de direitos e melhor acesso aos mesmos por parte das zonas mais depauperadas do interior, segurança das pessoas e bens, situação dos imigrantes e das minorias; combate à corrupção, ao inquinamento de pessoas e ambientes, por via de alguma comunicação social; atenção às carências no campo da saúde e ao exercício da justiça; respeito pelo princípio da subsidiariedade e apreço pela iniciativa pessoal e privada e pelo trabalho das instituições emanadas da sociedade civil, nomeadamente quando actuam no campo da educação e da solidariedade. A CEP é clara: «O eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Os valores morais radicados na fé não podem separar-se da vida familiar, social e política, mas devem encarnar-se em todas as dimensões da vida humana. As opções políticas dos católicos devem ser tomadas de harmonia com os valores do Evangelho, sendo coerentes com a sua fé vivida na comunidade da Igreja, tanto quando elegem como quando são eleitos». Quantas vezes não se mete a fé no bolso para se ceder ao amiguismo, aos interesses, ambições e conveniências pessoais ou de grupos ou ao imediato da vida?



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Os agentes e instituições políticas devem promover uma credibilização do sistema político e dos candidatos. A CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) é clara: «Os responsáveis políticos têm o dever de formular programas eleitorais realistas e exequíveis, que motivem os eleitores na escolha das políticas propostas e dos candidatos que apresentam. Este dever exige dos mesmos responsáveis a obrigação de visar o bem comum e o interesse de todos, como finalidade da acção política, propondo aos eleitores candidatos capazes de realizar a sua missão com competência, cultura e vivência cívica, fidelidade e honestidade, sempre mais orientados pelo interesse nacional, que pelo partidário ou pessoal. Ser apresentado como candidato não é uma promoção ou a paga de um favor, mas um serviço que se pede aos mais capazes». O povo, e com razão, já está farto de muito teatro mal ensaiado, de muita pantominice e desonestidade, de muitos ilusionismos e malabarismos. Já é tempo de se acabar com o paleio das promessas e de se falar a sério e com transparência às pessoas sobre a verdadeira realidade dos problemas do país e apontar soluções que podem, de verdade, ser exequíveis e que são sólidas a médio e longo prazo, acima dos interesses partidários ou pessoais. 


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Todos devem exercer o seu direito e o seu dever de votar. É um claro sinal de maturidade cívica. Ser um cidadão responsável implica votar. Desde há uns anos para cá que se vai ouvindo a alguns cidadãos, talvez desiludidos com o rumo dos acontecimentos, que deixaram de votar. Nada o justifica. Como todos os sistemas, a democracia também não é perfeita. E só há uma forma de ir corrigindo as suas falhas e limitações: participar no debate público e votar. Passar a vida a criticar tudo e todos e, na hora de consubstanciarmos as nossas criticas ou de podermos influenciar uma mudança de rumo, colocarmo-nos de fora é incorrecto e inadmissível e faz-nos perder toda a autoridade. Por isso, todo o cidadão deve votar. Possivelmente, se vivêssemos em regime de falta de liberdade de voto, andaríamos todos entesados e crispados a organizar mais um cortejo de tanques para adquirimos um direito que nos era sonegado (e com que esforço foi adquirido poder exercê-lo livremente). Temo-lo, não queremos saber…



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Vivemos num tempo que, tendo muito cuidado com o que mete no estômago e pulmões, não dá atenção ao que mete no cérebro. A cada passo ouvimos recomendações sobre saúde, alimentação e ambiente, multiplicam-se os produtos dietéticos, actividades saudáveis, locais sem fumo.

Ao mesmo tempo todos passam horas a absorver o pior lixo mental na televisão, computador, livros e revistas.
Filmes boçais, sites infames, programas idiotas, revistas escabrosas, videojogos obscenos, séries imbecis constituem a dieta intelectual dos cidadãos, tão conscientes da sua saúde física. Na ficção como nas notícias, a violência extrema, pornografia descarada, egoísmo, gula, desonestidade são produtos comuns.

Assim é inevitável a descida ao abismo espiritual a que se assiste. Sabemos bem que se não tivermos cuidado com a nutrição e não atendermos aos equilíbrios ambientais cairemos na obesidade e a poluição será avassaladora. Não admira portanto que, recusando-nos a formular orientações para o espírito, se acabe na decadência ética e estética. Isso em nome da liberdade, que rejeitamos na saúde e ambiente.

A razão da situação é clara. Os nossos avós, sem cuidado com comida, fumo e ecologia, eram moralistas intolerantes. Nós, censurando-os asperamente, corrigimo-los cuidando do corpo e libertando o espírito. Isso foi-nos fácil porque, afinal, os erros sanitários e a ditadura moral em que nos educaram não eram tão graves que nos impedissem de reagir. Os nossos netos saudáveis terão muito mais dificuldade em recuperar da porcaria intelectual em que nós os educámos.

 

                                      João César das Neves    Jornal Destak, 21.5.2009



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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

As messes da veiga de Beça, na fronteira com Carreira da Lebre

São bonitas neste tempo as veigas

Tudo verdinho

Lameiros de Beça

Aldeia de Beça, vista da Veiga

Uma das margens do Rio Beça

Messes e lameiros junto ao Rio Beça

tudo verdinho...

Gado barrosão a pastar

Represa do Rio Beça 

Ponte Pedrinha sobre o Rio Beça

Ponte mítica

Quantos pezinhos aqui não passaram...

Ainda está robusta

Se não houvessem rios perderíamos a beleza das pontes...

Na vida é fundamental contruir pontes

Nem que o anel seja pequeno...

Já aqui fiz uma boa pescaria, um certo dia...

o rio leva pouca água

Um velho moínho

Nova ponte sobre o Rio Beça

Em pleno paraíso

Parque de lazer junto à ponte nova

A imponência dos lameiros

Fim

Não deixem de visitar

Deixo-vos um poema de Miguel Torga:

A terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!



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O Deus que mete medo
Jesus Cristo libertou-nos desta falsa imagem do Deus que mete medo. Não podemos ter medo de Deus. Deus é purificador, é exigente, mas trata-se de uma exigência libertadora.
Há muitos católicos que têm medo do "castigo de Deus". Olham para Deus como se Ele fosse um polícia disposto a dar cacetada à primeira infracção.
As dificuldades, a dureza, o sofrimento, as doenças da vida não são castigos de Deus. Há gente que pratica a religião por medo: vai à missa por medo, pois se não for, pode ser castigado. Há gente que tem sempre as contas
acertadas, cumpre os seus deveres com Deus por medo do inferno. A fidelidade a Deus não pode vir do medo. Este é um comportamento infantil. As crianças agem muito por causa do medo de serem castigadas. Nós temos de ser adultos na fé. Temos de praticar a religião por amor, cumprir os deveres religiosos por amor a Deus, não por medo de Deus.
Nestes tempos há seitas que falam no fim do mundo e procuram explorar o medo das pessoas. Não podemos ouvir as suas vozes.
Deus concedeu-nos a liberdade para a usarmos bem. Nós não somos
donos absolutos da nossa vida, nem das coisas. Somos administradores, responsáveis pela vida, pelas coisas e devemos saber usá-las bem, sabendo que Deus nos acompanha com a sua força para sabermos viver bem os acontecimentos e transformá-los em momentos de crescimento e de santificação.
Um dia teremos de dar contas a Deus, mas isso não nos deve meter medo. Devemos usar bem a nossa liberdade porque é assim que seremos felizes neste mundo e no mundo que há-de vir
.

 



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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Frei Bento Domingues, que escreve todos os Domingos no Público, escreveu assim no Público de 17 de Maio: «Os textos da liturgia deste Domingo (17.5.2009) fazem parte da constituição da originalidade cristã. Dizem que só lhe pertence o que serve a nossa alegria. Deus não faz acepção de pessoas, seja qual for a sua religião ou cultura, porque o amor que Deus lhes tem é incondicional e o seu mandamento é insubstituível: amai-vos uns aos outros. Que terá acontecido para que a alegria não seja o rosto das Igrejas cristãs, tantas vezes, coberto por normas e ritos de exclusão e de tristeza?» 

 

O que é que mais gosta e desgosta actualmente na Igreja Católica?



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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

 

 

Todos os dias faz bem andar 30 minutos

Uma sugestão: o parque florestal de Montalegre.

Tem tudo: um bom percurso, contacto com a natureza, silêncio...é pena o pó dos pinheiros (alergias)

 

A não perder

 

ótpimo também para uma boa ginástica matinal

 

 

 



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publicado por minhasnotas às 15:06 | link do post | comentar

- Ó Senhor Padre, confesso que o purgatório me mete alguma confusão…Já ouvi de tudo acerca dele…

- Olha, João, essa confusão deve andar na cabeça de muita gente, porque eu também já ouvi muita coisa errada sobre o purgatório. Convém saberes que a igreja foi conhecendo aos poucos a Palavra de Deus contida na Bíblia, a sua interpretação e compreensão hoje é melhor, e que muitas verdades da Igreja vão amadurecendo com os tempos. Cada época tem a sua forma de entender e dizer as coisas, e como os conhecimentos evoluem, hoje entendemos de uma maneira diferente e corrigimos alguns exageros de outros tempos. Foi uma forma de dizer às pessoas que se deve viver responsavelmente e com juízo e que tudo vai ter uma retribuição, o bem e o mal.

- Então o que é o purgatório?

- Olha, antes de mais, é um momento e não um lugar. Após a morte, por força de algum pecado e imperfeição que levamos em nós, Deus submete-nos a um momento de purificação, que não é só limpar-nos do pecado, mas também capacitar-nos para O amarmos como Ele nos ama. Portanto, o purgatório é um momento de graça que Deus, no seu amor, concede aos seus filhos para que possam estar depois em comunhão total com Ele no Céu.

- Mas vai ser um momento de sofrimento e de tormentos…

- Lá estamos a chegar aos exageros, João. De certeza que já ouviste que há lá caldeiras a arder onde as almas vão ser castigadas, um fogo abrasador que atormentará as almas e por aí fora. Olha e não digo mais nada porque até fico chocado com todo esse discurso. Nunca sentiste na morte de um amigo uma grande dor no coração porque ainda poderias ter sido mais amigo dele? Vai ser o sofrimento que vamos ter no purgatório. Quando contemplarmos a grandeza e a beleza do amor de Deus e o quanto Ele nos ama e percebermos o quanto não correspondemos a esse amor na vida, por causa da mediocridade e mesquinhez do nosso amor, sentiremos uma grande dor no coração. Podíamos ter sido muito melhores do que aquilo que fomos, e tudo por culpa nossa. O sofrimento será pelo facto de não nos vermos em comunhão total de vida e de amor com Deus…

- Realmente assim faz mais sentido, Senhor padre. Se Deus realmente é tão bom, como é que poderia ter feito um purgatório tão horrível? E que dizer das imagens do purgatório que existem nas alminhas e nas Igrejas, com todo aquele cenário sofredor?

- Olha, fazem parte de um tempo. Mas tens a obrigação de olhar para elas com outros olhos. O fogo que lá vês é o amor de Deus que nos abrasará. Procura viver de maneira responsável, amando a Deus e o teu próximo. Deus será sempre bom connosco, mas também não poderá deixar de ser justo. Na vida não vale tudo. Vivendo santamente estarás no bom caminho…



publicado por minhasnotas às 11:32 | link do post | comentar

 

- Senhor Padre, na nossa última conversa falámos do purgatório e espero que tenhamos esclarecido um pouco mais as pessoas.

- Eu também espero que sim, João. Há muitas coisas que dizemos e em que acreditamos que não têm sentido nenhum.

- Então, já agora, Senhor padre, seria oportuno falarmos do Inferno. Acho que também há muita confusão e uma má compreensão do inferno.

- É verdade, João. Cometeram-se muitos exageros à volta dele: tanto na pregação (e aqui, nós padres, temos de bater um pouco no peito), na catequese, na moral cristã, entre outras coisas, de maneira que muitos cristãos interiorizaram que o mais importante era “fugir” ao inferno e o céu logo se veria. Estou a brincar um pouco, João, mas era assim que as pessoas pensavam…Chamo-lhe a esse tempo a “religião do medo”. As pessoas faziam as coisas, não por amor a Deus e aos outros, mas com medo dos castigos de Deus. Não se educou as pessoas para viverem uma fé adulta, no amor. Fica a saber que há pessoas que tinham e têm pesadelos com aquilo que ouviam do inferno. Como foi possível chegarmos a isto? E o que mais me entristece é que ensinámos uma imagem de Deus errada: um Deus vingativo, que, por iniciativa dele, te faz pagar pelo mal que fizeste. Não foi isso que Jesus ensinou…

- Então, Senhor padre, o que é o inferno?

- João, nós aprendemos na catequese que os novíssimos do homem, isto é, as últimas realidades que vamos encontrar, são os seguintes: morte, juízo, inferno, paraíso. Após a morte, teremos o juízo de Deus sobre a nossa vida, e depois deste há duas possibilidades: o inferno ou o paraíso. O inferno será o estado de todos aqueles que livremente não quiseram amar a Deus, que pecaram gravemente contra Ele, contra o próximo e contra si mesmos, e que recusaram até ao fim da vida, acreditar e converte-se.  Jesus advertiu-nos de que seremos separados d’Ele se formos indiferentes às necessidades dos pobres e dos pequeninos seus irmãos. Diz o catecismo da Igreja Católica que «morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus significa permanecer separado d’Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa de Inferno». «A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem pode ter a vida  e a felicidade para que foi criado e a que aspira».

- Ora, se estou a entender, Senhor padre, o inferno não é um lugar, mas um estado, a grande pena do inferno é a separação de Deus para sempre, é uma consequência do mau uso da nossa liberdade, pois Deus não predestina ninguém para o inferno, nem o deseja para o homem…

- Isso mesmo, João, os ensinamentos da Igreja sobre o inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão. Quem tiver uma aversão voluntária a Deus durante toda a vida e nela persistir até ao fim, outro destino não terá que o inferno. Quem não quis saber de Deus e dos outros na vida, como poderá depois estar junto de Deus e dos outros na vida eterna? Como já te disse, Deus é bom connosco, mas não poderá deixar de ser justo.  Há que acolher o seu amor ao longo de toda a vida.

 



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videos.sapo.pt/manage/video.html?id=363673

 

 



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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Na sua viagem à Terra Santa, o Papa disse claramente, mais uma vez, o que o mundo cala. Como mais nenhum líder político ou religioso, denunciou a vergonha em que se transformou o conflito Israelo-Palestiniano. A vantagem de não ser ambíguo é precisamente esta:

Não deixar que a diplomacia se transforme em hipocrisia. Defender a justiça, a paz e a verdade esteja de que lado estiver do muro. O tal muro, que perante o silêncio do mundo inteiro, Israel construiu à volta dos territórios palestinianos. Nas últimas horas, Bento XVI defendeu a legitimidade de um estado palestiniano, lamentou as vidas perdidas nos recentes ataques a Gaza e denunciou a situação desumana em que vivem milhares de pessoas - refugiadas, escondidas e ameaçadas. Mas foi também ao mesmo povo palestiniano que o Papa não fez cerimónia em pedir que resista à tentação do terrorismo e do ódio, propondo-lhe que não perca a esperança no futuro. Tal como já fizera em Angola e nos Camarões, Bento XVI mostrou que a sua prioridade, como chefe da Igreja Católica, não é a de ser bem aceite no mundo politicamente correcto.

Para o Papa, a dignidade do homem, feito à imagem e semelhança de Deus, é o único valor a defender.

 



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Nas mais de quatro mil paróquias portuguesas tem havido um aumento de pedidos de auxílio, reflexo da crise que se faz sentir desde "as serras do interior ao litoral" do país.

É a situação financeira que as leva a pedir ajuda à Igreja, mas muitas mulheres acabam por confessar aos párocos terem sido abandonadas pelos maridos desempregados. Os padres alertam para um novo fenómeno: a falta de trabalho está a destruir famílias.

Nas mais de quatro mil paróquias portuguesas tem havido um aumento de pedidos de auxílio, reflexo da crise que se faz sentir desde "as serras do interior ao litoral" do país. "Em termos médios nacionais, o aumento situa-se nos 30 por cento" desde o final do ano passado, disse à Lusa Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.


"Começa a haver situações de mulheres que ficam sozinhas porque os maridos, desempregados, não toleram a situação em que se encontram: consideram-se minimizados", contou à Lusa Eugénio Fonseca, explicando que os homens actuam "relevados pela vergonha", por acharem que "não têm nada para contribuir". "Acabam por abandonar a casa e criar mais um problema que é deixar a mulher sozinha com os filhos", lamenta.

 

                                                                   Notícia do Jornal de Notícias de 14.5.2009



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Todos os cristãos da Diocese de Vila Real estão convidados a participar.

Será na Vila de Murça, todo o dia

Destaco a Eucaristia presidida pelo Senhor Bispo, D. Joaquim Gonçalves, às 15.30

Não falte

«No primeiro Domingo de Junho, dia sete, celebraremos o Dia da Diocese. O local da concentração será neste ano a vila de Murça.
O «Dia da Diocese» é uma jornada pastoral destinada a desenvolver nos fiéis o espírito de diocese, recomendado pelo Concílio, isto é, a consciência de que os baptizados formam uma «comunidade de fé, animada pelo Espírito Santo, alimentada pela Palavra e pela Eucaristia  e governada por um Bispo, na qual se manifesta a Igreja de Cristo, una santa católica e apostólica».
Das três comunidades cristãs fundamentais em que estamos inseridos - família, paróquia e diocese – a família é a mais natural, a paróquia é a mais próxima, a diocese é a mais rica teologicamente e a única que pode chamar-se «igreja». A paróquia durante séculos não existia e só se entende em comunhão estreita com o bispo diocesano, de que o pároco é um «cooperador». A própria construção da família cristã requer um pronunciamento do bispo sobre a liberdade dos noivos e a sua capacidade. Nas três comunidades o fiel católico deve ser um membro activo e não mero consumidor de actos ou serviços religiosos procurados pontualmente, junto dos padres e leigos».

                                                        D. Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real



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Parabéns ao FCP pela vitória no campeonato

 

Porque é que o apito é dourado? Pudera, sempre que o dragão apita deita lume...



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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

 

Dia de festa em Montalegre

 

 

13 de Maio em Fátima

 

                                 Ora pro nobis, Maria



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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

                                    «Deus de todas os tempos, 
                                    Na minha visita a Jerusalém, a «Cidade da Paz», 
                                    Casa espiritual de Judeus, Cristãos e Muçulmanos, 
                                    Trago diante de Ti as alegrias, esperanças e aspirações, 
                                    Os julgamentos, o sofrimento e a dor 
                                    De todo o Teu povo espalhado pelo mundo. 
                                    Deus de Abraão, Isaac e Jacob, 
                       Ouça o clamor dos aflitos, dos amedrontados, dos despojados; 
                                    Manda a tua paz à Terra Santa, assim como ao Médio Oriente, 
                                   A toda a família humana; 
                                   Agita os corações dos que clamam o teu nome, 
      Para que caminhem humildemente no caminho da justiça e da compaixão»

                                  «O Senhor é bom para quem nele confia, 
                                   Para a alma que O procura» (Lam, 3:25)

 



publicado por minhasnotas às 17:17 | link do post | comentar

A Assembleia da República votou nesta quinta-feira (depois de eu entregar este texto) duas iniciativas legislativas que visavam proibir a utilização de animais pelas companhias de circo. O PCP e Os Verdes fizeram votar um projecto de lei para proibir a utilização no circo de quaisquer animais - "domésticos" ou "selvagens". A proposta é gradual: os "símios" começam por ser entregues ao Estado no prazo de seis meses e os outros vão-no sendo aos poucos ou esterilizados - contra indemnização a pagar pelo Zé Contribuinte.


Agora, querem que deixemos de poder ver animais no circo. Eu gosto muito do Cirque du Soleil e afins, mas também gosto do circo da aldeia, que enchia de excitação e de alegria todas as aldeias e todas as crianças do mundo. O primeiro elefante que vi na vida foi num circo e, quando os meus pais me levaram um dia a ver o Circo de Moscovo, de visita a Lisboa, foi a única vez, até hoje, em que vi um urso. Não sei o que seja um circo sem os domadores de leões, sem os tigres a atravessarem anéis de fogo, sem os elefantes a passearem-se pela pista, sem os acrobatas hípicos. Acho muito bem que a Veterinária e a Direcção de Espectáculos vigiem as condições em que os animais são tratados nos circos. Mas é preciso exterminá-los?


                                                            Miguel Sousa Tavares, Expresso 9-5-2009

 

 



publicado por minhasnotas às 16:51 | link do post | comentar

Escuto mas não sei

se o que oiço é silêncio

ou Deus

Escuto sem saber se estou ouvindo

o ressoar das planícies do vazio

ou a consciência atenta

que nos confins do universo

me decifra e fita

Apenas sei que caminho

como quem

é olhado, amado e conhecido

E por isso em cada gesto ponho

solenidade e risco

 

Sophia de Mello Breyner



publicado por minhasnotas às 16:43 | link do post | comentar

Domingo, 10 de Maio de 2009

Está-se a fazer tudo ao sabor do individuo, de modo que este possa dispor de tudo quando quiser e com quem quiser, sem ligar a palavras dadas, a compromissos, a deveres, a obrigações. O outro que lixe. O bem de cada um é que é importante, independentemente da forma ou circunstância como se obtém. Não deixa de ser intrigante como é que duas pessoas sentem que têm condições (nomeadamente amor um pelo outro) para se unirem em casamento e meia dúzia de meses as duas concordam que já não existem essas condições? Deixaram de gostar um do outro ao mesmo tempo (mútuo acordo?)? Dirão alguns: o amor para toda a vida é um mito. Não é. Mito é pensarmos que não podemos amar a vida toda. A sociedade contemporânea, que se tem divertido a banalizar o amor, adormece-nos, com forte poder de persuasão dos meios de comunicação social, dizendo que tudo tem um princípio e um fim, inclusive o amor, tudo está feito para ter um prazo, ser descartável, que a vida é um coleccionar de experiências e não uma grande experiência com alguém, que devemos eliminar da vida toda e qualquer espécie de sacrifício e renúncia, pois são contrários ao prazer e bom desfrutar de que a vida deve estar impregnada, que o que importa és tu e o teu bem e nada vale o sacrifício disso. Paulatinamente a vaga individualista e relativista, com muito hedonismo à mistura, vai tomando conta dos pensamentos e até das leis.         



publicado por minhasnotas às 17:44 | link do post | comentar

Sim e não. Quem criou o rendimento fê-lo com a melhor das intenções e com um bom objectivo. Tendo em conta as pessoas que vivem em situação de grave carência económica e social, visa ser uma prestação do subsistema de solidariedade e visa assegurar a essas mesmas pessoas e famílias recursos adequados à satisfação das suas necessidades básicas e apoiar a sua inserção laboral, social e comunitária. Ou seja, tem como fim ser uma alavanca temporária para que a pessoa encontre um novo emprego e se insira de novo no mundo laboral, ganhando o dinheiro suficiente para viver dignamente e dando o seu contributo para a vida social. Há casos exemplares em que os objectivos foram atingidos e as pessoas estão hoje integradas no mundo do trabalho. Mas na prática, em muitos casos, não é isto que se está a verificar. Os fins estão longe de ser atingidos e não faltam exemplos à nossa volta. Sabemos como é a nossa mentalidade à portuguesa: se se puder viver com uma pequena prestação do estado sem mexer uma palha, tanto melhor. As pessoas em vez de verem na prestação uma ajuda para lançarem a vida (e o quanto nos falta de espírito empreendedor), facilmente se acomodam a ela e estão-se nas tintas para o mundo laboral e para o bem comum. O que o rendimento tem ajudado a muita gente é a manter a preguiça, a viver em regime de parasita em relação ao estado, e muitas vezes também patrocinando alcoolismo, tabagismo e outros vícios. A sua atribuição foi agora renovada com mais rigor e exigência. E é bom que assim seja porque é confrangedor ver dar escapatórias a pessoas que estão na força da vida e que podem muito bem ter actividade ou trabalhar condignamente. Todos somos a favor de que se deve ajudar as pessoas, isso não está em causa. Mas ajudar por ajudar, sem critério e exigência, para manter um problema ou quem não queira sair dele, deve merecer as nossas reservas, a não ser por razão de idade ou de doença. As pessoas têm que se consciencializar que enquanto houver forças há que trabalhar e ganhar a vida como dever ser, cada um no seu ofício, e não passar a vida, muitas vezes com algum chico-espertismo, a acomodar-se a benesses do estado, pondo-se em causa a boa vontade de quem trabalha e a própria coesão do mundo laboral.    



publicado por minhasnotas às 17:33 | link do post | comentar

Fazemos parte de uma história com mais de dois mil anos depois de Cristo e todos os sistemas de ideias, teorias, ideologias e interpretações da vida e do mundo se tornaram obsoletas e ultrapassadas, excepto a Palavra de Deus, que quanto mais se lê, mais se quer ler, carregada sempre de novidade, sempre apta a interpelar homens e mulheres de todas as épocas, comunicadora de valores sólidos que dão sentido e beleza à vida de que mais nenhuma se pode arrogar, uma carta aberta para quem quer caminhar para além da finitude do tempo. É um tesouro que é urgente redescobrir. As sociedades ocidentais têm a fé nas suas raízes. Deus esteve sempre no centro da vida dos nossos povos. Nos últimos anos tem se verificado um eclipse de Deus nas nossas sociedades ocidentais, que tem levado a uma crise de valores de vária ordem, perda de identidade e vazio, desnorte, falta de esperança e desencanto, desrespeito pela dignidade humana.

É urgente redescobrir a rocha que dá firmeza e segurança à vida e colocar tudo o resto no seu devido lugar. É urgente regressar a Deus e renovar a vida com os valores que verdadeiramente a realizam e transcendem. É urgente mudar e colocar, com verdade e transparência, a pessoa humana e o bem de toda a humanidade no centro de toda a actividade e acção que estamos a realizar.



publicado por minhasnotas às 17:11 | link do post | comentar

Nos últimos anos tomaram conta do mundo os arautos do desenvolvimento e da economia, vistos como possuidores das chaves para todos os problemas humanos e sociais. Decretou-se a competitividade e a competição a toda força, por vezes de uma violência injustificável e inconcebível, em ordem a se atingir o maior lucro possível. Erigir impérios tornou-se a grande meta de muitas empresas, de parcerias e associações económicas. O dinheiro foi eleito o motor do mundo e entronizado como o grande “deus”, meio fundamental para se ser dono do mundo ou de parte, resolver todos os problemas e necessidades da vida e adquirir todos os bens de maneira a se poder levar uma vida faustosa e paradisíaca. Levada na onda, muita gente não perdeu tempo a investir todas as suas energias e tempo na conquista do deus “milagroso”, muitas vezes à custa da honra, dos princípios, da família e dos amigos. Mas afinal, parece que este deus é de barro e que se pode partir e desfazer em pó em poucos segundos…Pobre deus. O mundo parou um pouco e num ápice disparou como um flash diante das pessoas a sensação de que nos últimos anos andaram a trabalhar e a labutar em vão. Será que não andamos a construir a vida sobre a areia e que a todo o momento uma tempestade a vai reduzir a nada? Será o dinheiro o rochedo firme para se poder construir a vida? Esta crise mundial não pode deixar de ser vista como uma boa oportunidade para fazermos uma reflexão séria sobre a vida, nos valores em que ela assenta e redefinição de prioridades em ordem ao futuro. A economia tem um papel importantíssimo no desenvolvimento e na boa gestão de um país ou do mundo. O seu papel é insubstituível. Mas colocá-la no centro da vida das pessoas e dos povos é errado. E além do mais, já é tempo de a colocar ao serviço da pessoa humano e não ao contrário. É uma das escravidões que é preciso combater actualmente: a pessoa humana está ao serviço do lucro a todo o custo, com uma violência e exploração, muitas vezes, inqualificáveis. Tudo deve estar ao serviço do bem da pessoa humana e não ao contrário. É preciso mudar as estruturas, os esquemas, os sistemas, as metas, as prioridades, os valores que nos têm regido até agora.

 



publicado por minhasnotas às 17:04 | link do post | comentar

Bento XVI, na sua visita à terra santa, denunciou a manipulação ideológica da religião para fins políticos, o que pode conduzir à violência. Rejeitou a posição dos que dizem que a “religião é necessariamente uma causa de divisão no nosso mundo” e que afirmam que “quanto menor atenção for dada à religião, melhor”. Reconhecendo a existência de tensões e divisões entre os membros de diferentes tradições religiosas”, Bento XVI afirmou ser a “manipulação ideológica da religião, às vezes para fins políticos, o verdadeiro catalisador de tensões e divisões, e até, a violência na sociedade”.  “Muçulmanos e cristãos, precisamente por causa do peso de uma história marcada por mal-entendidos, devem agora esforçar-se, para, reconhecer a sua comum origem de Deus e lutar pela dignidade de cada pessoa humana”.

 



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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

 

 

 

 



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Sábado, 2 de Maio de 2009

Clero natural de Barroso e a paroquiar em Barroso

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus.
«Eu sou o Bom Pastor.
O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.
O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas,
logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge,
enquanto o lobo as arrebata e dispersa.
O mercenário não se preocupa com as ovelhas.
Eu sou o Bom Pastor:
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me,
do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai;
Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil
e preciso de as reunir;
elas ouvirão a minha voz
e haverá um só rebanho e um só Pastor.
Por isso o Pai Me ama:
porque dou a minha vida, para poder retomá-la.
Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente.
Tenho o poder de a dar e de a retomar:
foi este o mandamento que recebi de meu Pai».

Porque não ser padre?

 

 




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