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minhas notas

30.04.09

Como tudo na vida, não há nada que não traga coisas boas e más. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, e não só ela, influenciou decisivamente o nascimento de uma “cultura de direitos”, um pouco por todo o mundo, e quando aqui falo de direitos não me refiro aos direitos humanos, que são inquestionáveis, mas aos outros direitos pelo facto de se viver em sociedade e de se pertencer a um país. É uma cultura que está exagerada. Se falamos de direitos, convém não esquecer os deveres. Na segunda metade do século vinte e inícios do século vinte e um tem imperado uma lógica de direitos, não faltando a todo o momento quem reclame mais direitos ou reclame que tem mais direito a isto ou aquilo. É legítimo que se faça, mas não se vê a mesma determinação quanto ao cumprimento dos deveres. Não podemos querer viver só numa lógica de direitos, achando-nos no direito de exigir tudo e mais alguma coisa, como se tudo e todos tivessem que nos proporcionar uma vida agradável de mão beijada, e esquecermo-nos que temos que ser os primeiros a colaborar para que isso aconteça, cumprindo irrepreensivelmente os nossos deveres. Quem reclama um direito, reclama um dever. Quem reclama “compromete-se” a oferecer o mesmo aos outros, “compromete-se” a dar à sociedade algo em troca para que ela o possa oferecer a todos. A Declaração também o afirma: «O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade».

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