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minhas notas

03.06.09

Já há muito que desconfiávamos, mas agora confirma-se: está em curso uma campanha organizada por algumas forças ateias, segundo se diz, com algum peso político, que visa eliminar o ensino religioso da escola pública. Quem o disse foi Peter Stilwell, professor universitário e responsável pelo diálogo inter-religioso do Patriarcado de Lisboa. A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) é actualmente uma disciplina alternativa no ensino em Portugal. É bom que se diga que EMRC não é catequese, mas é uma disciplina mais abrangente que se centra no estudo do fenómeno religioso, na dimensão religiosa e espiritual do homem, na transmissão dos valores basilares para a realização humana, civismo e cidadania. Para muitos, é um privilégio da Igreja católica no ensino oficial, o que não dá para compreender, a não ser que seja negado às outras confissões religiosas. 90% dos portugueses assumem-se católicos. Que país somos nós que não queremos aprofundar e estudar melhor o que assumimos? Esta campanha revela uma grande miopia: não se dá conta de que um ensino integral e completo tem de compreender o ensino da religião. Os últimos tempos têm-nos mostrado que o desconhecimento que temos uns dos outros pode criar choques e mal-entendidos devastadores. Se queremos fomentar o diálogo de civilizações e uma sã convivência entre culturas é imprescindível conhecer bem o fenómeno religioso e o património cultural e religioso de cada povo. É fundamental conhecer as crenças dos outros, como acreditam e vêem o mundo. Neste campo, EMRC tem um papel insubstituível e devia ser obrigatória. Mas o mais intrigante de todas estas movimentações é que contradizem todo o discurso oficial. Toda a gente se fiz defensora de uma sociedade tolerante, plural, aberta, democrática, livre, multicultural, respeitadora de todas as forças politicas, culturais e religiosas. Desculpem: a Igreja Católica está incluída?

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